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Rodrigo Maia tem duas prioridades: censurar a esquerda e fundo bilionário para políticos

quarta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Foto: Agência Câmara Notícias

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reiterou a intenção de colocar em votação ainda nesta quarta-feira, 27, o fundo público de campanha eleitoral, aprovado na véspera no Senado. Um fundo bilionário para que os políticos cuidem de suas campanhas e interesses próprios, como publicamos ontem.

Maia iniciou a ordem do dia com a votação da Medida provisória (MP) que cria o Refis, programa de parcelamento de dívidas tributárias com a União.

O deputado explicou que colocou o Refis como primeiro item da pauta porque a MP está prestes a perder a validade e porque ainda não há acordo sobre a distribuição dos recursos do novo fundo. "Nós estamos discutindo, os líderes estão analisando para ver direitinho os pontos do fundo. Acho que tem alguma divergência na questão da distribuição de recursos e em algumas fontes. Por isso que a gente começou com o Refis para dar tempo de votar a PEC, depois entrar na discussão do fundo e do projeto de lei da Reforma Política", declarou.

Ou seja, com toda cara de pau do mundo Maia afirma que todos eles concordam que precisam de bilhões para suas campanhas nababescas, a divergência não é sobre a existência de seus privilégios mas quanto cada um receberá.

Pelo texto aprovado no Senado, ao menos 30% do valor dessas emendas serão destinados às campanhas eleitorais. Outra fonte de recursos do fundo será o programa partidário exibido em cadeia de rádio e TV em anos não eleitorais. O projeto sugere a transferência dos valores de compensação fiscal cedidos às emissoras de rádio e televisão que transmitem esses programas.

A expectativa de Maia é concluir a votação nesta quarta-feira da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com as coligações para as eleições proporcionais de 2020 e estabelece uma cláusula de barreira para os partidos já a partir de 2018. Ou seja, outro acordo dos políticos além de encherem os bolsos de seus partidos e campanhas é tentar censurar a esquerda e os trabalhadores.

com informações da Agência Estado




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