Política

CRISE NO RIO

Rodrigo Maia finge choro assinando acordo para demitir servidor e ameaçar a UERJ

O acordo assinado por Rodrigo Maia traz consigo um parecer que implica em demissões de servidores e sinaliza ataque às universidades públicas. Já pensando em 2018 deputado chorou cinicamente. Seu projeto é o da privatização de tudo o que for estatal.

terça-feira 5 de setembro| Edição do dia

Após longo período de penúria no Rio de Janeiro e um longo rol de ataques contra os trabalhadores e os estudantes imposto por Pezão e Temer, é assinado o "acordo de recuperação fiscal" por Rodrigo Maia, enquanto Temer está na China, negociando as estatais brasileiras a preço de banana.

Rodrigo Maia chorou ao firmar o acordo, adotando a linha de que é uma medida "dura mas necessária", afirmou ainda que acordo de recuperação fiscal era "o único caminho possível" para socorrer o Estado do RJ e afirmou dificuldades para aprovar na camara e no senado o PRF: "Muitos tinham divergência sobre o texto, mas sabíamos que o único caminho possível era a aprovação desse texto".

O acordo assinado por Rodrigo Maia trouxe consigo um parecer do Minstério da Fazenda, no qual é exposto a intenção por parte de Meirelles de não assegurar a oferta das universidades públicas (UERJ, UEZO, UENF) e reduzir quadros dos servidores públicos drasticamente.

Rodrigo Maia não é bobo e está se colocando como alternativa para as próximas eleições, seu discurso choroso é revelador de sua ambição. "A coragem de enfrentar a agenda sem populismo, demagogia, sem discursos fáceis e falsos sobre auditoria de dívida pública, sobre devedores da Previdência brasileira". Abordou ainda a reforma da previdência em seu discurso, tratando da divida pública sem levar em conta a metade do orçamento que vai direto para os gastos financeiros, para o bolso dos banqueiros.

O governo Pezão já se posicionou alegando que não fechará a UERJ muito provavelmente por conta da comoção gerada. Mas não se pode descartar que esteja só testando a correlação de forças para implementar isso no futuro.

O decreto que Rodrigo Maia assinou hoje, ao lado do Governador carioca Fernando Pezão, contempla um ajuste fiscal de R$ 63 bilhões até 2020. O pedido de recuperação fiscal foi feito ao Ministério da Fazenda no dia 31 de julho deste ano. Após a homologação do acordo, a dívida do Rio com a União ficará suspensa por três anos, prazo que poderá ser prorrogado por mais três.

Rodrigo Maia ainda defendeu o pacote de ataques das privatizações: "Temos de resolver o déficit com reformas do Estado Brasileiro, e as privatizações devem acontecer para geram empresas mais eficientes para a sociedade brasileira.” Não passa pela sua cabeça que uma redução salarial de todos os políticos e seus amigos juízes e funcionários de alto escalão, assim como o fim de seus privilégios como vôos gratuitos e afins resolveriam as questões de orçamento, muito menos a taxação das grandes fortunas, com certeza passa desapercebido por esse aliado fiel e submisso aos grandes empresários que os ricos brasileiros são os que menos pagam impostos no mundo.

O "curioso" é que este mesmo Rodrigo Maia das lágrimas de crocodilo estava sentando dias atrás em mesa do Congresso do PC do B, grupo que se diz de oposição e tem inserção em sindicatos em diversas categorias do estado do Rio, inclusive no DCE da UERJ. Não tão curioso se relembrarmos a história de conciliação deste grupo com os golpistas, ajudando o próprio Maia a se eleger como presidente da Câmara.

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Fonte das Fotos: Blasting News, Uerj Resiste e Facebook Governo do Estado




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