Política

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Rodrigo Maia eleito presidente da Câmara, vitória para Temer e contra nossos direitos

Leandro Lanfredi

São Paulo | @leandrolanfrdi

quinta-feira 2 de fevereiro| Edição do dia

Acabou a instantes a eleição para a presidência da Câmara de Deputados. Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito. O governo Temer ressaltou diversas vezes como via em Maia um "parceiro ideológico", um presidente da Casa que ajuda a garantir a rápida votação de ataques aos direitos dos trabalhadores como a Reforma da Previdência.

As primeiras declarações de Rodrigo Maia foram a favor de "reorganizar o Estado brasileiro". Declarou também em entrevista a Globo News, que já semana que vem ele quer instalar a Comissão Especial para deliberar sobre a Reforma da Previdência. Maia busca consolidar-se como um líder neoliberal na Câmara dos Deputados.

O deputado do DEM foi reeleito para o cargo com 293 votos, 40 a mais do que era necessário para garantir a eleição em primeiro turno. Esse resultado, expressivo mostra a força do núcleo duro da bancada de apoio a Temer. O resultado, no entanto foi inferior ao previsto pelo PMDB que apostava em cerca de 320 votos.

Os votos obtidos por Maia não expressam unicamente a base golpista e neoliberal de Temer. O candidato do DEM também recebeu os votos do PCdoB, o líder do PCdoB reafirmou essa posição de seu partido em discurso publicado hoje mesmo

Jovair Arantes do PTB representando parte do agora fragmentado "centrão" obteve 105 votos.

Temer o planalto temiam que a votação de Arantes e Figueiredo do PDT, apoiado pelo PT poderia levar a disputa ao segundo turno gerando maiores contradições e insatisfações para o governo lidar. Figueiredo teve 59 votos, mostrando que a base do PT e PDT não sufragou toda em seu candidato oficial, já que a soma dessas bancadas daria 78 votos, o sozinho PT tem 57 votos.

Júlio Delgado (PSB) foi votado por 28 deputados, já Erundina (PSOL) obteve 10 votos e Bolsonaro somente 4 votos- ou seja, o seu e de seu filho mais dois.

A votação para a vice-presidência expressou sinais iniciais da dificuldade política de Temer e da crise política do país. O candidato oficial do PMDB e parte da chapa de Maia, Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel Vieira ficou somente em terceiro lugar, e ocorrera segundo turno para esse cargo que era ocupado pelo polêmico Waldir Maranhão.




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