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Rodrigo Maia acena aos aliados de Bolsonaro com a Reforma da Previdência para ser reeleito na câmara

Rodrigo Maia (DEM/RJ), que abandonou o golpista Alckmin para se aliar a Bolsonaro, agora acena com reformas e ataques aos aliados do ex-capitão para mostrar serviço e ser reeleito presidente da câmara dos deputados.

terça-feira 6 de novembro| Edição do dia

O aceno de Maia ocorreu em meio às comemorações em sessão solene dos 30 anos da constituição federal de 1988. Uma comemoração à constituição que foi tutelada pelos militares e controlada pela coalização do grande capital, latifundiários, oligarquias regionais e do “centrão” do período, para dar largada ao novo regime que se estabeleceu pós-ditadura, preservando a propriedade dos capitalistas e o poder nas mãos da elite.

Maia e seu partido sabem bem jogar o jogo da podre política brasileira, e o defensor da terceirização irrestrita sabe que a precarização, a quase escravização dos trabalhadores, é um presente para Bolsonaro e o golpismo, que quer descarregar a conta da crise das costas de cada trabalhador brasileiro.

Por isso, para o gozo do seu capitão, Maia defendeu a Reforma da Previdência, defendendo assim que os trabalhadores trabalhem até morrer sem o direito a aposentadoria, e falou sobre “dar uma resposta coordenada a violência”, o que na cabeça dos bolsonaristas é igual a armas e mais repressão à juventude e aos negros do país.

Aliado aos interesses do PSL e do economista de Bolsonaro, Paulo Guedes, Maia tenta se colocar como o presidente da câmara dos deputados que pode fazer passar cada reforma e ataques da extrema direita e do golpismo, para conseguir se reeleger. Mostra que pode aliar seu fisiologismo com toda a demagogia conservadora do PSL, que compõe a segunda maior bancada da câmara.

De outro lado, sabemos que a oposição a essa câmara e o congresso conservadores e reacionários, não pode ser uma oposição meramente parlamentar, que se prepara de 4 em 4 anos para participar das eleições e melhor se localizar, como é o PT. É urgente que as centrais sindicais, como a CUT e CTB, tenham um plano sério para unificar os trabalhadores a serem uma grande força social nas ruas e nos locais de trabalho para enfrentar cada um dos ataques de Bolsonaro as nossas vidas. É nessa perspectiva que o Esquerda Diário se coloca.




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