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DEMISSÕES

Rodoviários são massacrados em Porto Alegre com demissões e redução salarial

A empresa de transporte público de Porto Alegre, VAP, está preparando um pacote de ataques para massacrar os rodoviários, ameaçando redução de salários ou demissões. Tudo isso com a permissão de Bolsonaro através de sua MP da morte que salva os lucros do patrão e deixa o trabalhador na miséria.

quinta-feira 16 de julho| Edição do dia

A empresa de transporte público de Porto Alegre, VAP, está preparando um pacote de ataques para massacrar os rodoviários da companhia. A empresa colocará plebiscitos nas garagens para os trabalhadores aprovar um pacote que reduzirá seus salários como prevê a MP da morte de Bolsonaro. Caso não aceitem, a empresa está ameaçando fazer demissões.

Segundo informações recebida no Esquerda Diário, a empresa está apresentando uma proposta de reduzir até 35% do salário e 25% do ticket de alimentação. A empresa também coloca que os trabalhadores que forem afastados irão fazer cursos do governo e durante esse tempo irá receber auxílio do seguro desemprego, sem dar mais informações como se conseguiria esse auxílio sem ser demitido, já que a própria MP do Bolsonaro que prevê o recebimento do seguro, não dá informações detalhadas de como o trabalhador ou a empresa irá encaminhar.

Além desses ataques colocada na proposta, a empresa diz que caso os rodoviários não aceitem a redução de salário, ocorrerá demissões, afirmando ainda que os trabalhadores teriam que recorrer na justiça pois a empresa não iria pagar as rescisões. É uma ameaça aberta da patronal deixando os trabalhadores segurando uma faca de dois gumes.

Haverá uma reunião na próxima terça (21) se a votação será aberta ou secreta. A patronal também pressiona para ela ser aberta para saber quem votou a favor do corte ou contra, alegando que se for secreta a votação e não ser aprovado a propostas, as demissões poderá ocorrer com quem votou a favor da proposta pois não saberão quem é. Uma verdade picaretagem dos patrões pois uma votação aberta os trabalhadores são mais pressionados para aceitar a proposta.

Os empresários alegam prejuízo devido à redução da demanda por transporte. Na verdade, mesmo antes da pandemia, quando os ônibus rodavam lotados, as empresas já cortavam linhas e demitiram trabalhadores alegando prejuízo e tornando ainda pior o transporte da população. Com a pandemia a Carris, única empresa pública de transporte da capital, vem cobrindo linhas que os empresários tiraram de circulação para proteger seus lucros.

O fato é que mesmo que os empresários estejam em prejuízo agora, eles lucraram muito durante os últimos anos com uma das tarifas mais altas do país no transporte público, e um serviço extremamente precarizado tanto aos usuários quanto aos rodoviários. É preciso que as empresas abram seus livros de contabilidade para que se saiba a real situação deste serviço essencial na capital do RS. E se há tanto prejuízo assim aos empresários, então eles que saiam. Levem sua ganância e sua sede de lucro, e deixem que os trabalhadores e a população controlem um sistema de transporte 100% estatal.




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