Teoria

Roda de leitura em 4 encontros de "A Revolução e o Negro" debate racismo e capitalismo

Com segunda edição publicada recentemente pelas edições ISKRA, o livro "A Revolução e o Negro" reúne textos do marxismo revolucionário sobre a questão negra publicados pela primeira vez em português. Nos 4 encontros de leitura do livro, os organizadores da edição debaterão com os presentes a relação entre capitalismo e racismo, uma perspectiva marxista para a questão negra, o lugar das mulheres negras na luta contra os regimes autoritários e por outra sociedade, e a batalha pela construção de uma luta profundamente antirracista e anticapitalista. Participe!

sábado 9 de maio| Edição do dia

Com segunda edição publicada recentemente pelas edições ISKRA, o livro "A Revolução e o Negro" reúne textos do marxismo revolucionário sobre a questão negra publicados pela primeira vez em português. Dividido em quatro blocos, o livro percorre elaborações teóricas essenciais de CLR James, George Breitman, da III Internacional e de Leon Trótski, apresentando ao leitor brasileiro debates inéditos em português e de alta envergadura para conectar duas batalhas tão fundamentais em nosso tempo: a luta contra o racismo e contra o capitalismo.

O primeiro encontro será no dia 27/05, quarta-feira, às 19h.

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Na segunda edição foram incorporadas também trocas entre os membros da Oposição de Esquerda - semente da Quarta Internacional - que em meio à batalha contra o capitalismo e o racismo, enfrentaram também a burocratização do estado operário soviético para poder levar adiante as bandeiras da defesa da revolução socialista e de cada conquista da classe trabalhadora naquele país, ameaçadas de morte pelo fortalecimento da burocracia stalinista.

Um deles, T. W. Thibedi, sul-africano, é expulso de seu partido comunista na África do Sul por ter críticas à política da direção já burocratizada, e ao conhecer os debates de Trótski sobre a revolução chinesa, busca aproximar-se da Oposição de Esquerda. Em resposta à aproximação desse militante negro cheio de energia e história, Trótski escreve a bela carta "Mais perto dos proletários de raças não brancas" a todo o Secretariado da Oposição de Esquerda, na qual diz:

"Em sua carta [de Thibedi], em que constam 24 assinaturas (e adiante se lê: “etc.”), os camaradas sul-africanos manifestam especial interesse em relação à questão da revolução chinesa. Esse interesse, é preciso reconhecer, está plenamente justificado. São justamente as massas operárias das etnias oprimidas, as quais têm que encampar a luta por direitos nacionais elementares e pela dignidade humana, aquelas que correm mais risco de serem vítimas da confusão dos ensinamentos da burocracia stalinista sobre a “ditadura democrática”. Essa falsa bandeira da política ao estilo do Kuomintang, ou seja, apoiada no completo engano e no esmagamento impune das massas de trabalhadores por suas próprias burguesias “nacionais”, pode, ainda, ocasionar os maiores desastres para a causa da emancipação dos trabalhadores. O programa da revolução permanente, baseado na inquestionável experiência histórica de uma série de países, pode e deve assumir um significado diretivo para o movimento de libertação do proletariado negro.

As rodas de conversa buscarão apresentar esse e outros debates fundamentais para pensar o racismo em tempos em que se comprova sua atualidade na estrutura social do sistema capitalista, com negras e negros como as grandes massas vítimas das mortes dessa pandemia cujo paciente zero é o capitalismo. O livro que será debatido, Revolução e o Negro, foi organizado por Marcello Pablito, Daniel Alfonso e Letícia Parks, e nos 4 encontros de leitura do livro, dois dos três organizadores participarão, apresentando e refletindo junto com o grupo inscrito uma perspectiva marxista para a questão negra, o lugar das mulheres negras na luta contra os regimes autoritários e por outra sociedade, e a batalha pela construção de uma luta profundamente antirracista e anticapitalista.

Para participar, é preciso se inscrever no Google Forms nesse link, para receber o material e o roteiro de estudo.

Veja abaixo o cronograma do curso:

27/05 Primeiro encontro: “Marxismo e questão negra”

Apresentação breve e geral do livro localizando a importância dos textos que reunimos nessa edição como uma contribuição inédita para pensar a relação entre o combate ao racismo e as ideias revolucionárias e sua importância em um pais como o Brasil e, sobretudo, em meio a pandemia onde os negros são os que mais morrem aqui, nos EUA e no continente africano. Outro futuro é possível?

Apresentação geral do livro
Porque estudar A Revolução e o Negro?
Marxismo e questão racial ( Cartas de Tibedi (pag 151-152))
Escravidão, racismo e capitalismo (trechos do texto Quando surgiu o preconceito contra o negro” pág47- 55))

03/06 Segundo encontro “O papel dos negros na História”

Qual o papel dos negros como sujeitos da sua história? Em vários momentos da história se mostrou como a identidade negra e a luta de classes se cruzaram, longe de uma relação estática a identidade negra se altera ao longo dos momentos e nos momentos de luta de classes é onde a identidade negra pode se desenvolver mais profundamente.

O papel dos negros na História
trechos do texto “A revolução e o negro” (pág 23-37)
Identidade negra e luta de classes
trechos do texto “A questão negra nos EUA” (pág 95-105)

10/06: Terceiro encontro “A luta das mulheres negras”

O movimento de mulheres ganhou internacionalmente muita força e a combinação entre opressão racista, patriarcal e a exploração capitalista impões às mulheres negras um grau enorme de precarização em países como o Brasil, EUA e no continente africano. Queremos nessa sessão recuperar o enorme exemplo das marchas das mulheres contra as leis de passe e como linha de frente da luta contra o apartheid na África do Sul para mostrar a necessidade de um feminismo socialista, revolucionário e anti-racista e apresentar o grupo de mulheres Pão e Rosas.

A luta das mulheres negras
leitura na integra do texto “As mulheres africanas na linha de frente da luta anti-apatheid” (pág 211-217)
leitura na íntegra do texto "Raça, classe e gênero: a luta das mulheres negras por um feminismo socialista"

17/06: Quarto encontro “Com qual estratégia lutar pela libertação negra?”

O que é preciso para lutar contra o racismo? Como seria possível organizar essa luta? Quais exemplos da história desses revolucionários negros podem impactar no presente de crise econômica, social e sanitária, de tantas formas próximo da realidade vivida por eles na década de 1930?

FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO NA RODA DE CONVERSA "A REVOLUÇÃO E O NEGRO"




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