Gênero e sexualidade

PARALISAÇÃO DA UNICAMP

Roda de conversa sobre feminismo no IE na paralisação geral na UNICAMP

Durante a paralisação geral da Unicamp hoje (27/04), diversas atividades foram elaboradas por diferentes cursos, todas relacionadas com a crise política. Entre essas pautas, as mulheres não foram esquecidas nem silenciadas, no Instituto de Economia.

quarta-feira 27 de abril de 2016| Edição do dia

Duas da tarde, teve início uma roda de discussão aberta para mulheres e homens discutirem pautas sobre o feminismo e a mulher, como um todo, o quanto e como ela sofre com o machismo, o porquê da luta das mulheres, entre outras questões.

Dentro dos assuntos abordados, estavam inclusos: o papel do homem dentro da luta feminista, as diferentes formas de assédio que uma mulher pode sofrer, relatos das meninas sobre situações nas quais elas se sentiram oprimidas, críticas ao feminismo liberal, o protagonismo dentro dos movimentos feministas, LGBT e negro, a forma como uma mulher responde homens ou mulheres que reproduzem machismo, a falha da Delegacia das Mulheres, a necessidade de legalização do aborto, a importância de desenhos com questões feministas, as dificuldades que a mulher enfrenta dentro da política, o gaslighting, o julgamento ao qual as mulheres são submetidas todos os dias.

A conversa foi, extremamente, produtiva. Foi um ambiente em que as mulheres e homens se sentiram a vontade de colocar suas posições, e expressar seus anseios. Foi um espaço de debater as questões das mulheres, mas mais que isso de ligar essas questões ao cenário nacional que estamos vivendo hoje.

Saímos de lá entendendo a importância de lutar pela libertação das mulheres, entendendo a importância de cada um no movimento e a importância que as mulheres tomem pra si o protagonismo dessa luta contra sua opressão que vive cotidianamente.

Debater a questão da mulher e o feminismo é político. Deve ser debatido constantemente no espaço universitário e fora dele.




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