INTERVENÇÃO FEDERAL NO RJ

Rocinha sofre com nova mega-operação, tiroteios começam de manhã e seguem até a madrugada

Entre traficantes, a polícia e o exército, largamente conectados entre si, estão os moradores. O exército adentrou a Rocinha ontem em pleno horário de trabalho, às 13:40h.

quinta-feira 26 de julho| Edição do dia

Imagem: Reprdução/G1

A Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, sofreu novamente com mega-operações do exército. É o segundo de dia de ocupação do exército no local, e um longo período de tiroteio ocorreu permaneceu até a madrugada de hoje. A PM também esteve hoje no Vidigal, aonde também ocorreram operações desde ontem, dia 25.

A ocupação da comunidade pelas forças armadas e a polícia começou no início da tarde de quarta-feira, em pleno horário de trabalho. Desde de manhã já havia começado a troca de tiros com operação da PM e as 13:45 o exército adentrou a comunidade, e até de madrugada os tiroteios se mantiveram com pausas. Participaram da operação 915 homens das forças armadas, blindados e aeronaves.

A Rocinha tem sido um dos maiores alvos de operações da Intervenção Federal, com 13 operações. Recentemente o gabinete do General Braga Netto recebeu mais de um bilhão de reais, e a favela volta para o centro, alvo de nova ocupação permanente. Segundo o Observatório da Intervenção, em um balanço dos 5 meses os "tiroteios e disparos aumentaram 37%, as chacinas, 80% e as mortes em chacinas (três pessoas mortas ou mais), 128%" (Fonte).

O massacre da juventude negra é uma realidade de todas as favelas cariocas, e brasileiras. A Guerra às Drogas movimenta bilhões em dinheiro ilícito, numa imbricada relação entre o tráfico, a polícia, o estado, e os grandes empresários. Não se vê mega-operações, como essa na Rocinha, nos apartamento dos verdadeiros traficantes, não do varejo, mas do atacado que fazem as drogas chegarem até o local de venda. Uma guerra que somente serve ao genocídio e ao lucro da industria armamentista. É preciso lutar para que todas as drogas sejam legalizadas e que sejam produzidas pelo estado, com controle dos produtores.




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