Política

CORRUPÇÃO

Rocha Loures não conseguiu roubar sua parte e devolveu os R$35 mil que faltavam na mala

O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o homem de confiança de Temer para cuidar dos seus esquemas de propina, avisou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que depositou em uma conta da Caixa Econômica Federal os R$ 35 mil que ficaram faltando para totalizar os R$ 500 mil que recebeu em uma mala com propina da JBS.

quinta-feira 25 de maio| Edição do dia

Na segunda-feira, 22, os advogados do ex-deputado devolveram o dinheiro na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, mas o órgão constatou que ele devolveu apenas R$465 mil, faltavam R$ 35 mil do valor total. Rocha Loures não deu nenhuma justificativa para a falta desse valor. Os R$ 500 mil seriam referentes a uma propina da JBS em troca do empenho do parlamentar em um projeto de interesse do grupo, ou seja, que ele atuasse na Câmara conforme os interesses da empresa. O dinheiro foi entregue ao então deputado em uma mala no último dia 28, em ação que foi filmada pela Polícia Federal.

Rocha Loures, que é um dos nomes mais próximos ao presidente Michel Temer, teve a prisão pedida pela Procuradoria-Geral da República. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou a prisão do peemedebista, mas decretou seu afastamento do mandato.

Rocha Loures devolveu o valor total da propina recebida e foi afastado de seu cargo, mas segue recebendo o seu salário milionário de R$ 33,7 mil, mostrando que o interesse do governo em aprovar reformas para livrar o país da crise econômica é apenas uma tentativa de jogar nas costas dos trabalhadores a crise e manter intactos os privilégios dos políticos e juízes, inclusive os comprovadamente corruptos como é o caso de Rocha Loures.

Por isso é urgente uma nova Constituinte, imposta pela luta, para que os trabalhadores e a juventude tomem em suas mãos a saída para a crise, acabando com os privilégios dos políticos, com seus salários milionários e benefícios, assim como com a farra das empresas. Apenas o julgamento em juris populares dos políticos e empresários corruptos e a expropriação e estatização sob controle dos trabalhadores dessas empresas é que podem de fato fazer alguma justiça.

Com informações da Agência Estado.




Tópicos relacionados

JBS   /    Corrupção   /    Política

Comentários

Comentar