Gênero e sexualidade

FEMINICÍDIO

Rita é assassinada pelo ex-marido, mesmo após ter denunciado inúmeras agressões

Rita Jorge da Silva, uma mulher de 34 anos residente de Araputanga, município do interior de Mato Grosso, tornou-se mais uma vítima de feminicídio no último domingo, dia 12.

segunda-feira 13 de novembro| Edição do dia

A vítima foi baleada na frente da mãe, de uma irmã e de seus filhos pelo ex-companheiro José Antônio Caetano, também de 34 anos.

A vítima já havia pedido medida protetiva contra o ex-companheiro devido a ameaças e histórico de agressão e entrado com o pedido de divórcio, desde então Rita vivia com os filhos na casa da mãe, onde foi baleada após José chegar de moto pedindo que ela anulasse o divórcio.

O agressor então sacou uma arma e disparou contra a mulher após ela se negar a anular o processo, ela correu em direção a residência, mas já havia sido atingida. Apesar de todo o histórico de agressão, o investigador do caso afirmou que: "Eles viviam em conflito, brigavam e separavam, por isso, não acreditavam que ele tivesse coragem de fazer isso".

Sem dúvida é uma contradição que a polícia sirva de forma tão eficiente para matar pessoas nas periferias do Brasil diariamente e aleguem que não parecia que um homem com um extenso histórico de agressões contra a companheira poderia chegar a matá-la mesmo com os índices altíssimos de feminicídio no Brasil.

Isto só escancara o verdadeiro caráter da polícia, que ao invés de servir à proteção da população trata de proteger os bens e os interesses da burguesia, deixando que 12 mulheres morram por dia por parte, na maioria das vezes, de seus próprios companheiros.

José fugiu do local logo após o ocorrido e ainda segue foragido. Este é o terceiro feminicídio do estado do Mato Grosso deste fim de semana. Aline Cosmo da Silva de 22 anos e Solange dos Reis de 41 também foram mortas no estado durante o fim de semana.

Por elas três e por todas as outras vítimas de violência contra mulher seguimos dizendo #NenhumaAMenos. A dor e revolta dessa morte brutal deve se transformar em luta contra o velho sistema, contra o velho patriarcado. É preciso fazer surgir um mundo novo, parido do ódio e revolta do velho mundo podre capitalista. Um mundo onde a vida das mulheres valha.

Foi feminicídio: Kelly Cadamuro, não esqueceremos!

Precisamos lutar pelo direito ao aborto! PEC 181 não!




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