Gênero e sexualidade

TRANSFOBIA

Rio: duas travestis são baleadas em frente a uma boate na zona norte

Duas travestis foram baleadas na porta de uma boate LGBT em Madureira, zona norte do Rio, na noite desta última quarta-feira. Testemunhas contam que um homem chegou à rua atirando, que não houve abordagem e nada foi roubado, ou seja, um crime nitidamente de motivação transfóbica.

sexta-feira 8 de janeiro de 2016| Edição do dia

O atirador saiu do local andando e se dirigiu à estação de trem de Madureira, como se nada tivesse acontecido. A região é conhecida pelas casas noturnas voltadas ao público LGBT.

Uma delas, de sobrenome Silva, tinha 27 anos e a outra, de sobrenome Marques, 19. Infelizmente, não se consegue ter acesso aos nomes sociais delas. Elas foram socorridas e levadas para o Hospital Salgado Filho, no Méier, e não correm risco de vida.

A mãe de Silva, Rosângela Alves, chegou pouco depois, e viu o vídeo antes de encontrar a filha, identificando-a pelas imagens. "Já chorei tudo o que tinha que chorar. A gente pede, avisa, fala para o filho ficar em casa, procurar outra vida, mas não adianta. A vida de travesti é muito perigosa", disse Rosângela, chorando, à reportagem da Rede Record.

Obviamente mais um caso de transfobia, diante dos milhares que ocorrem por ano e da expectativa de vida de uma travesti ser de 36 anos. Segundo o GGB (Grupo Gay da Bahia), as estatísticas do ano de 2014 mostram que houveram 326 mortes de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo 9 suicídios, um exemplo do descaso do governo com centenas de mortes de LGBT todos os anos.

Esquerda Diário/ Agência Estado




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