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RACISMO RELIGIOSO

Rio de Janeiro registrou 800 casos de intolerância religiosa em 2017, em 2011 eram 15

A média registrada são de 2 casos por dia, 71,5% dos casos se devem ao racismo religioso contra as igrejas de matrizes africanas.

segunda-feira 22 de janeiro| Edição do dia

Imagem: Feirenses

Um levantamento do Ministério dos Direitos Humanos mostra que o Estado do Rio de Janeiro registrou 800 atendimentos de intolerância religiosa só no ano passado. A média é de dois casos por dia e, na maioria dos deles, por conta do racismo religioso, as vítimas são praticantes de religiões de matriz africana.Os tipos de intolerância mais praticados são discriminação, depredação, difamação e invasão.

O que se viu nos últimos anos foi uma escalada dos casos de intolerância religiosa. Segundo o Géledes desde 2011, quando as denúncias puderam começar a ser feitas por telefone, os episódios registrados aumentaram a cada ano. Em 2011, por exemplo, foram registradas 15 denúncias. Em 2012, o número aumentou para 109 registros. Já em 2016, foram 759 casos.

A promoção da intolerância religiosa, principalmente em relação as religiões de matriz africana é largamente fomentada e difundida por igrejas evangélicas e pastores que disseminam o ódio, que é racista, contra a Umbanda, o Camdomblé e outras religiões de matriz africana que não à toa correspondem a 71,5% dos atendimentos. Já os católicos correspondem a 9%, evangélicos 6%, e islâmicos, 3%.

O fortalecimento da bancada evangélica e também o aumento vertiginoso do número de evangélicos que cresceu em 61% na década passada (2000-2010) Segundo dados do IBGE, de 2010. A bancada evangélica ou Frente Parlamentar Evangélica (FPE), encabeçada pelo deputado e pastor João Campos, agrega mais de 90 parlamentares e cresceu 30% no último período desde sua última legislatura segundo o UOL.

Na próxima terça-feira (23), o Estado do Rio de Janeiro vai lançar o Plano de Promoção da Liberdade Religiosa. É o primeiro, em todo o país, a ser implementado.

A partir de agora, no Rio, registros de ocorrência em delegacias vão passar a classificar a intolerância religiosa nestes episódios. A lei, sancionada na semana passada pelo governador Luiz Fernando Pezão, prevê que sejam enquadrados como crime contra o sentimento religioso.

Informações: Géledes




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