Política

MINISTÉRIO TEMER

Ricardo Barros, o “bem mandado de Temer” seguirá programa tucano para saúde

Ricardo Barros (PP), defensor de Cunha no Conselho de Ética e denunciado em escândalos de corrupção envolvendo seu irmão do Paraná, antes mesmo de se tornar ministro da saúde do golpista Temer, já anunciava que era “muito bem mandado” por ele, ao ser questionado sobre quais programas iria priorizar. Para Barros, a última palavra seria a do chefe Temer.

sexta-feira 13 de maio de 2016| Edição do dia

O “bem mandado” de Temer, na prática irá implementar um programa tucano para a saúde no país, já que as propostas anunciadas no “Travessia Social” são semelhantes às de Aécio Neves, quando candidato à presidência em 2014. No caso do Programa Saúde da Família, Temer copia que o programa “estrutura-se como porta de entrada do sistema”. Sobre Redes Assistenciais Integradas, Temer repete Aécio ao dizer que “permitirão o melhor uso de recursos de saúde, num novo modelo assistencial com foco no paciente” e que também vão “garantir a continuidade do acesso a todos os níveis da rede”. "Semelhanças” seguem na Parceria Público-Privada. As versões de Aécio e Temer dizem que é preciso “identificar oportunidades de colaboração para desenvolver parcerias”.

No atual contexto da decadência do SUS no país, um programa aos moldes tucanos como esse só tende a piorar a situação da saúde pública ao encher o bolso dos mercenários convênios médico-hospitalares privados. As verbas da Saúde destinadas ao Farmácia Popular e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já no governo Dilma tiveram anúncio de corte e devem seguir a linha do corte orçamentário bilionário para saúde no governo Temer. No que depender de Ricardo Barros, que já defende um corte de 20 bilhões no orçamento do Bolsa Família, estes cortes na saúde podem sim ser concretizados. Para justificar as medidas de cortes na máquina e em programas públicos, Eliseu Padilha (ministro chefe da casa civil), em coletiva de imprensa neste 13 de maio afirma que o governo atingiria, em 2020, 100% do PIB comprometido com a dívida pública, ante 60% do ano passado, caso a “atual sistemática de comprometimento da receita continue”.

É urgente o não pagamento da dívida pública para garantir um orçamento a altura das necessidades da saúde da população, assim como para a educação, que também apresentou fortes cortes orçamentários, na "ex-pátria educadora" do PT.

Já ocorrem os primeiros atos de resistência ao governo Temer, como as ocupações estudantis em quatro estados e o ato de reuniu dezenas de milhares na Avenida Paulista no dia de sua posse. Neste contexto, é fundamental mais do que nunca construir um plano de lutas contra os ataques aos direitos sociais e às condições de vida da população, que esteja a altura dos ataques já implementados pelos governos e os que estão por vir pela via golpista.




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