Juventude

IDEIAS

Revolução: a perspectiva da juventude

Flávia Telles

Coordenadora do CACH - Unicamp

Marie Castañeda

Coordenadora do CACH Unicamp

terça-feira 26 de julho| Edição do dia

20%, 40% e 70%: são estas 3 porcentagens ao redor do mundo de desemprego na juventude. E só crescem. E quando o emprego existe, é precário, com uma extensa jornada e quase nenhum direito.

Em meio ao 8º ano de crise capitalista, não é de se espantar que as doenças psíquicas tomem as mentes, vontades e paixões da juventude, enjaulada em um padrão de existência capitalista decadente. No qual a decadência é o que sentimos no acesso a emprego e a educação e a nossa vontade é poder existir de fato.

Quando nos pedem que sejamos realistas, respondemos que o Estado assassina sistematicamente a juventude negra, transformando o racismo como pilar de sustentação fundamental para um sistema econômico decrépito. Sistema este que faz uso do racismo, machismo e da LGBTfobia para a manutenção da soberania política exclusiva da burguesia.

Realista é entender que é impossível seguir vivendo assim e que não há perfume que salve, não há reforma que altere essa estrutura podre.

O que resta a juventude, como uma perspectiva realista, é sonhar e construir seu botar abaixo. São as revoluções as festas dos oprimidos? Dancemos então!

Ainda assim não dançamos desavisados, conhecemos o barulho que a juventude faz e sua capacidade de fazer tremer a burguesia e seus políticos, até mesmo arrancar conquistas, mas para derrotá-los é necessário estar ao lado de quem tudo produz: a classe trabalhadora.

Talvez seja essa a perspectiva de uma juventude que respira revolução, ombro a ombro com a classe operária, buscando emancipação, e com essa luta não partimos do zero. Antes de nós existiram revoluções, resistências e lutas. Parte fundamental de se preparar é conhecer e aprender com a nossa própria história, com os erros e acertos, para dar base e forma à nossa vontade de mandar tudo pelos ares.

Conhecer as teorias e fundamentos que deram base ao próprio desenvolvimento da história da luta de classes é juntar munição para que sejamos cada vez mais sujeitos de tomar a história nas nossas mãos.

Por isso a Faísca Campinas convida a todas e todos para uma formação em torno da Revolução, para compreendermos o que foram os últimos 30 anos sem revolução e qual a candência de vontade de transformação social presente e cada vez mais intensa desde a Primavera Árabe em 2011.

Dia 31/07, as 14h00, na Casa Rosa em Campinas

Contato para bibliografia:
Marie (19) 983541320
Flávia (11) 959245592




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