Sociedade

Revista Exame exclama: "que se trabalhe até a idade do cantor Mick Jagger"

quinta-feira 12 de janeiro de 2017| Edição do dia

A edição da revista Exame desta semana que tem o cantor Mick Jagger na capa, passa uma mensagem de que se o trabalhador que trabalhar ate os 70 anos, assim como faz o vocalista da banda Rolling Stones.

Chega a ser cômico, trágico e nojento. Cômico porque nota-se o desespero dessa revista, pertencente do Grupo Abril, em promover a reforma da aposentadoria a qual grande maioria da população ficou indignada. Trágico, pois milhões de brasileiros morrerão antes de se aposentar, pois a expectativa de em vários estados do Brasil é abaixo de 70 anos. Nojento, pois essa revista faz parte do grupo Abril, neoliberal, e faz parte do braço midiático dos golpistas.

A comparação é esdrúxula, porém a intenção é perversa. O trabalhador não tem e nunca terá as mesmas regalias de um rockstar. Não há lógica que possa comparar Jagger com pequenos empresários ou funcionários que ganham bem. Dificilmente no capitalismo um assalariado nunca irá viajar por diversos lugares no mundo, ou jantará em restaurantes chiques, ou terá os melhores hospitais e médicos ao seu dispor, entre outras infinitas regalias.

O grupo Abril é dirigido por empresários neoliberais, adeptos a farsa da meritocracia que tem como princípio a igualdade de oportunidades para todos, sendo assim, quem não se tornar um rico cantor de rock será por culpa ou responsabilidade individual. Dessa vez eles levaram até as últimas consequências essa ideologia fazendo tal comparação grotesca.

Os políticos golpistas, judiciários e mídia golpista, chegaram ao nível do escarnio em relação aos explorados e oprimidos. É só observar as declarações e suas atitudes, tais como lanchinho empresarial que custa uma fortuna, piadas a respeito das manifestações, permissão da posse de indivíduos condenados a prisão ou delatados pela lava jato ou mesmo, políticos sendo poupados pela (in)justiça mesmo sendo delatados.

Temer se aposentou com 50 anos, e recebe mais de R$30 mil. A maioria do gabinete golpista, deputados e senadores, e o judiciário mais rico do mundo, seguem este padrão privilegiado, vivendo como marajás e recebendo salários astronômicos, para votar as leis favoráveis ao empresariado como a reforma da previdência - que a Exame defende desta maneira infantil - e a reforma trabalhista.

Enquanto não houver fortes mobilizações da classe trabalhadora frente ao golpe e demais ataques contra o povo, a situação ficará fácil para esses bandidos do colarinho branco, ao ponto de fazer gozações com a classe trabalhadora. Concordariam com isso a CUT e CTB? Do contrário, por que não explicam a razão de seguirem paralisadas e paralisando os trabalhadores diante dos acontecimentos? Que rompam com o pacto de trégua com o governo Temer e coloque de pé uma mobilização efetiva dos trabalhadores em conjunto com os demais setores populares da sociedade que barre a reforma da previdência.




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