Juventude

JUVENTUDE FAÍSCA

Reunião de programa de toda oposição por uma chapa de DCE militante contra Bolsonaro e os ataques: Um chamado à Juventude e à Oposição de Esquerda da USP

Chamado aos estudantes para uma reunião de programa por um DCE-USP militante contra Bolsonaro. Com esse texto fazemos um chamado aos estudantes e ao conjunto da oposição de esquerda para que possamos construir uma reunião de programa, debatendo qual a política necessária para unidade programática numa chapa por um DCE militante contra Bolsonaro e os ataques.

terça-feira 8 de outubro| Edição do dia

As eleições para o Diretório Central dos Estudantes da USP ocorrerão entre os dias 5, 6 e 7 de Novembro e a data para a inscrição das chapas está prevista para o dia 31 de Outubro. Com esse chamado , visamos explicitar o nosso desejo por dialogar com os setores da juventude, que mostraram a sua indignação e o seu potencial mobilizador , juntamente com a Oposição de Esquerda, para que conforme-se um espaço democrático com a base, na perspectiva de debater a unificação de uma chapa da oposição. Tal chapa seria baseado em um programa, cuja finalidade é retomar o DCE como ferramenta de organização dos estudantes

Frente ao cenário do ascenso de um governo de extrema direita, tal qual representa Bolsonaro, filho indesejado da Operação Lava-Jato e da manipulação das eleições de 2018, com a prisão arbitrária de Lula e o absurdo de restrições democráticas mínimas, nós da Juventude Faísca e do Esquerda Diário queremos abrir um debate com os setores que se levantaram nesse primeiro semestre de 2019, resistindo aos ataques do governo. Tal diálogo teria como objetivo articular os estudantes, para que esse sentimento de revolta ganhe corpo e assim possa barrar os ataques, o que passa por também encarar o papel das nossas entidades como importantes instrumentos para nossa organização.

Vemos um cenário, no qual a juventude tem se levantado internacionalmente, como visto na Greve Mundial pelo Clima e aqui no Brasil nas lutas em defesa da educação, contra o Future-se e os cortes. Além disso, o interesse por ideias anticapitalistas é crescente, pois a crise se aprofunda e esse sistema nos reserva apenas miséria, empregos precários e sem perspectiva de aposentadoria. Essa mesma juventude, nos dias 15 e 30 de Maio desse ano, realizou atos massivos por todo o país contra os cortes na educação de Bolsonaro e Weintraub. Já a extrema direita quer nos arrancar até mesmo a vida, como no caso do brutal assassinato de Agatha Felix pela polícia racista de Witzel.

Como parte da nossa política , acreditamos que é possível apoiar-se nesse fenômeno da juventude, que anseia por organizar-se e retomar as entidades estudantis para suas mãos . Dentro desse marco, é que a importância das entidades estudantis torna-se maior do que nunca. Pois, para que possamos derrotar esse governo repugnante, unge a necessidade de o golpearmos com um só punho, juntando as nossas forças. Objetivando isso, o DCE e todos os centros acadêmicos precisam estar em diálogo constante com a base, unificando as demandas dos estudantes com a dos trabalhadores, classe essa que produz a riqueza do sistema, e que, portanto, pode pará-lo ao parar sua produção.

Na USP, não pesa diretamente os efeitos dos cortes do orçamento, mas estamos sob constante ameaça dos projetos de Doria e da CPI das Estaduais Paulista. Por isso, paralisamos nossas aulas nos dias de mobilização, construímos fortes blocos nos grandes atos de maio, e em cada sala de aula ou conversa no corredor vemos que existe muita disposição para ser oposição a Bolsonaro, Doria e cada um dos ataques. No entanto, os espaços democráticos que deveriam potencializar nossos debates, como as assembleias ou plenárias, são sempre mal convocados e cada vez mais esvaziados, e não existe uma articulação entre os estudantes, trabalhadores e professores.

Isso acontece porque para a atual gestão Nossa Voz do DCE (composta pelo Balaio-PT, Levante Popular da Juventude e UJS, que também são parte da direção maioritária da UNE) esses espaços de auto-organização não são uma prioridade. Vemos também que não buscam coordenar e massificar a organização dos estudantes dentro e fora da USP, já que estão a frente de diversas outras entidades pelo país e poderiam articular toda força do movimento estudantil, permitindo que os estudantes fossem sujeitos de cada política. Ao contrário, vão simplesmente chamando dias de lutas dispersos, que sem um plano de como derrotar de fato Bolsonaro, acabam desgastando e desmoralizando os milhares de jovens que estão dispostos a lutar contra esse governo e os efeitos mais nefastos da crise capitalista. Isso está ligado à política que os partidos dessas juventudes defendem, acreditando que Rodrigo Maia, o grande articulador da reforma da previdência, pode ser um aliado na defesa da democracia, ou, no absurdo apoio que os governadores do PT e PCdoB deram para essa mesma reforma.

Nesse sentido, a Oposição de Esquerda pode cumprir um papel fundamental, dando exemplo desde os locais em que tem peso, nos Centros Acadêmicos e entidades que dirigem, ao impulsionar uma reunião de programa para chapa de DCE que tenha como objetivo avançar com a conformação de uma chapa unificada da oposição de esquerda no movimento estudantil. O fortalecimento de uma unidade dos setores de oposição, baseada na política e em um objetivo comum de ativar essa juventude para superar a atual gestão “Nossa Voz” do DCE, pode colocar o movimento estudantil da USP na linha de frente. Por isso, chamamos as juventudes como as do PSOL, o MUP, a Subversiva, entre outras, para defender conosco a necessidade dessa convenção onde possamos debater qual o programa e a estratégia necessária para superar o freio burocrático representado pela atual gestão do DCE e da UNE, nos organizando para fortalecer nossas entidades, nos ligando com as lutas que hoje acontecem nas universidades federais como a UFSC, batalhando por entidades militantes que organizam os estudantes enquanto sujeitos políticos para, assim, derrotar Bolsonaro e o conjunto dos ataques dos capitalistas.




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