Política

VIOLÊNCIA POLICIAL

Resposta a policia: só se mantem a ordem com violêcia

Comandante da policia afirmou nessa segunda feira que "não se muda um pais com violência", o contrario parece obvio para essa instituição, só se mantem a ordem com violência, e no caso muita repressão aos atos "Fora Temer"

Rodrigo Leon

@RodHeel

terça-feira 6 de setembro| Edição do dia

"Apartidária, isenta e imparcial" defendendo a "civilidade" dos atos pacíficos, foi assim que a instituição policial se auto definiu após as violentas repressões dos últimos atos. Esse discurso é utilizado na tentativa de justificar e dialogar com o desgaste que a policia carrega desde Junho de 2013. Foram diversas declarações essa segunda- feira para tentar justificar o injustificável, que é a brutal repressão utilizada para sustentar um governo débil de Temer.

Flagrantes forjados, revistas em concentrações de ato, bombas de efeito moral, ferimentos graves com bala de borracha, morte nos becos e vielas, genocídio nas favelas. A policia sempre atuou em defesa dos direitos da burguesia, e contra aqueles que ousam desafia-la. O discurso de imparcialidade beira a infâmia de uma instituição marcada pelo racismo e assassinatos nas favelas, pela homofobia e machismo, é a síntese mais degradada da moral capitalista, que tem assim sua parcialidade marcada a bala de fogo ou de borracha, que nas duas vão contra a população mais pobre e oprimida e contra a esquerda e suas ideias.

Seu "apartidarismo" desaparece, sua "isenção" só é feita entre os governantes e empresários e sua imparcialidade só existe quando dois "jovens brancos de classe média alta" são abordados em uma rara e minima chance, se comparada com o "traficante negro e pobre" ,"indivíduo suspeito", ou pessoas de "comportamento estranho".

Independente do argumento utilizado pela PM, sua existência e fundação foi feita sob as bases do pensamento da direita da ditadura militar, que transborda a opressão e a vontade matar aqueles que desafiam a "ordem".




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