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Repudiamos ataque virtual bolsonarista e racista aos debatedores do seminário "Atlântico Negro"

quarta-feira 10 de junho| Edição do dia

No dia 8 de junho, durante o seminário online "Atlântico Negro", promovido pela Universidade Estadual de Feira de Santana e pela Universidade Federal da Bahia, um grupo de pessoas autodeclaradas bolsonaristas invadiu a sala virtual aos gritos de "mito" e com uma avalanche de vozes e imagens impediram o direito de fala da Pra. Dra. Lucilene Reginaldo, professora de Estudos Africanos na Universidade Estadual de Campinas, e dos demais participantes do evento.

A situação foi denunciada na delegacia de crimes digitais, assim como as duas universidades que promoveram o webnário possuem gravações do ocorrido e colocam-se à frente na investigação.

Entretanto, o caso, para além do crime virtual, reafirma o posicionamento de grupos como esses que, com o amparo do projeto do atual governo, negam o conhecimento científico e glorificam-se por atos racistas. Mostra, mais uma vez, como o povo negro, as universidades e as professoras são alvos diretos da concepção reacionária de Bolsonaro.

Solidarizamo-nos com a Professora Lucilene Reginaldo e repudiamos esse ato covarde, autoritário e racista nos colocando ao lado desses que são os principais inimigos de Bolsonaro: as professoras, a universidade pública, os trabalhadores e a população negra que vem se levantando por todo mundo contra o racismo e contra governos como o de Bolsonaro e Trump




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