Gênero e sexualidade

ABORTO LEGAL

Repudiamos as ameaças à Débora Diniz: pela legalização do aborto!

Débora Diniz, pesquisadora da UNB que defende a descriminalização do aborto, tem sofrido ameaças constantes de morte e já havia registrado um boletim de ocorrência. Na noite de ontem (18/07) foi abordada por um grupo de extrema direita na saída de um evento. Repudiamos as ameaças contra a vida e segurança de Débora.

quinta-feira 19 de julho| Edição do dia

Débora Diniz, pesquisadora da UNB que defende a descriminalização do aborto, tem sofrido ameaças constantes de morte e já havia registrado um boletim de ocorrência. Na noite de ontem (18/07) foi abordada por um grupo de extrema direita na saída de um evento. As ameaças se agudizaram quando a ADPF pela descriminalização, apresentada pelo PSOL junto a pesquisadores de direitos humanos e saúde da mulher - dentre eles Débora - foi aberta para debate por Rosa Weber, ministra do STF, em audiência pública, que ocorrerá nos dias - 03 e 06 de agosto.

Débora já havia denúnciado à justiça e às mídias as amaças, e dessa vez a ameaça acontece às vésperas da audiência pública, demonstrando uma tentativa da direita de criar medo nas mulheres e homens que querem lutar para que o aborto não seja crime. Repudiamos as ameaças contra a vida e segurança de Débora e levantamos um chamado a que tomemos nas nossas mãos o combate à essa direita podre, com a força e decisão das mulheres argentinas, que nos últimos meses, viraram a opinião pública e arrancaram, com a força das ruas, a legalização do aborto no congresso. Falta ainda a decisão do Senado no dia 08 de agosto, que só será favorável se a força das ruas aumentar e se os métodos da classe trabalhadora colocarem medo nos legisladores amigos dos patrões e empresários.

Para enfrentar essa direita, não apenas o método da luta, como também seu programa, definem o quanto somos mais fortes. O primeiro desafio é que nossa luta seja pela legalização do aborto - que vai pra além da descriminalização, porque ao exigir que seja legal, lutamos para que o Estado se responsabilize por oferecer o serviço de interrupção da gravidez no SUS. Essa direita não quer só que não sejamos donas do nosso próprio corpo, mas também aceita que sejam as pobres, trabalhadoras e negras que morram por isso, e também é essa a direita que votou e defende o teto de gastos que hoje desmonta o SUS. Enfrentar essa direita decididamente também significa lutar para que tenhamos educação sexual, na contramão do projeto Escola Sem Partido, e também que tenhamos direito à saúde preventiva e reprodutiva de qualidade, todas conquistas que só são possíveis através da mobilização nas ruas, escolas e locais de trabalho.

Abaixo às ameaças à Débora e pelo direito à livre manifestação. Qualquer violência que Débora sofra é responsabilidade do Estado e do governo, que inocentam a direita e fortalece os mecanismos repressores contra as mulheres, os negros e negras, os trabalhadores e a juventude. Rumo ao 8 de agosto, pela legalização do aborto na Argentina e no Brasil.




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