Sociedade

REPRESSÃO

Repressão policial contra ativistas da marcha antifascista em Porto Alegre

Neste sábado (13) ocorreu a marcha antifascista em diversas cidades do país. Em Porto Alegre uma das ativistas que participava da marcha foi presa pela Brigada Militar. Outros manifestantes foram até a delegacia e, mais uma vez, a polícia agiu com truculência.

domingo 14 de maio| Edição do dia

A marcha antifascista ocorreu em diversas cidades do país. Em Porto Alegre, a Brigada Militar agiu com truculência contra ativistas que participavam do protesto.

Isabel, uma das manifestantes, foi presa sob alegação de "vandalismo". Alguns ativistas questionaram para onde ela seria levada após a detenção, e a Brigada Militar alegou que ela seria ao Palácio da Polícia. A marcha seguiu até lá, porém, a BM havia mentido sobre o destino da jovem, que acabou sendo encaminhada à 3a DP. Ao informar que não teria como pagar a fiança ela foi rapidamente transferida ao presídio feminino Madre Pelletier, sem sequer ter recebido assistência de advogados, pois eles estavam em outro lugar, conforme informado pela polícia. Os advogados acessaram o caso somente no presídio, após a jovem já ter sido transferida.

Durante a marcha a polícia vinha ameaçando os manifestantes. Um deles foi jogado no chão e pego pelo pescoço, por supostamente portar algo suspeito na mochila. A polícia o revistou e não encontrou nada, e também ameaçou os manifestantes com armas de choque .

Depois da prisão de Isadora, a repressão contra os manifestantes continuou. Pedro, que já havia sofrido agressões da polícia, foi jogado contra uma grade após por abrir sua mochila para pegar a carteira de identidade de sua companheira presa. Em frente à delegacia, os policiais portavam armas de fogo e até metralhadoras para intimidar os ativistas.

Apesar da abordagem violenta, Pedro foi liberado em seguida. Isadora, porém, foi levada ao presídio e, até o momento do fechamento desta matéria, não havia sido liberada, apesar de já haver autorização judicial para tal.

Repudiamos as ações da Brigada Militar e também a declaração do prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Jr, que debocha dos movimentos sociais e, assim, busca legitimar a repressão.




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