Política

CAMPINA GRANDE (PB) CONTRA O GOLPE

Repressão em Campina Grande (PB) durante ato contra o golpe institucional de Temer

sexta-feira 2 de setembro| Edição do dia

No dia 02 de setembro, na Praça da Bandeira em Campina Grande – PB, aconteceu um ato contra o golpe institucional de Temer pelo “Fora Temer – Campina Pela Democracia” convocado por organizações políticas diversas mas com forte perfil de redes sociais, se transformou em um ato diferente daquele do dia 16 de agosto, já que contou como em outros lugares do país, com uma forte presença da juventude, não controlada pelos aparelhos da CUT, PT e a CTB.

No ato político foram realizadas falas de diversos grupos e organizações presentes, entre elas a do Esquerda Diário.

As 18h no momento de descer a bandeira nacional, a banda municipal foi impedida de tocar o hino, por conta de diversas palavras de ordem, entre elas “Fora Temer!” e “Trabalhador, se engane não, O Michel Temer só trabalha para o Patrão”.

Pelo Esquerda Diário participamos desta atividade de forma independente com a distribuição de jornais e panfletando massivamente uma declaração politica baseada neste artigo publicado no Jornal.

Quem fez uso da palavra pelo Esquerda Diário foi Gonzalo Rojas, realizando uma intervenção que criticou claramente o golpe institucional, se diferenciando da política fracassada do PT, da CUT, PCdoB e UNE, chamando a realizar um balanço político e tirar lições do que significou a ausência de resistência dos hoje ex-governistas. Durante a fala de Gonzalo Rojas além de apresentar a necessidade de lutar contra o Golpe Institucional, destacou que o governo Temer fechou uma crise política para abrir outra, a das ruas, gerando uma forte e juvenil mobilização, não controlada pelos aparelhos do lulismo e destacou a ausência de popularidade de Temer e a questão da forte repressão policial que estava acontecendo em São Paulo e Rio Grande do Sul e diversas cidades do país, destacando a necessidade de lutar por uma saída de fundo a crise, uma constituinte livre e soberana produto da mobilização e organizar novos Junhos!

Depois das falas, a mobilização saiu em Marcha pelas ruas da cidade, no centro fazendo a chamada dos golpistas (senadores, deputados e políticos em geral que foram peças no jogo do Golpe), sempre com palavras de ordem.

Ao passar pelo Comitê de Campanha de Veneziano Vital do Rego, candidato a prefeito de Campina Grande pelo PMDB, e deputado federal que apoiou o golpe, alguns participantes da mobilização apresentaram justo repúdio popular, escrevendo nas paredes “Fora Temer”, “Veneziano Golpista”.

Pouco mais a frente, o grupo encontrou outro prefeitável em seu carro, Artur Bolinha – PPS, também apoiador do golpe, e gritaram palavras de ordem ao redor do seu carro, chamando-o de golpista.

Em um largo cruzamento, todo o grupo de em torno de 400 pessoas, fecharam as 4 vias e fizeram uma fogueira com um boneco de Judas representando o Temer, depois desse momento o grupo começou a dispersar.

Depois da dispersão um grupo continuou em ato até o Terminal de Integração, ainda no caminho duas viaturas da polícia pararam e os policiais se posicionaram nas laterais da rota. No Terminal, carros da força tática e do batalhão de choque aguardavam, foi quando o grupo decidiu seguir até a Associação Atlética Banco do Brasil – AABB, onde estaria havendo um lançamento de uma campanha que contaria com a presença do Senador golpista Cássio Cunha Lima.

Frente aos portões da AABB vários manifestantes se posicionaram vociferando em oposição ao Senador golpista, relata-se que os seguranças do local lançaram gás de pimenta contra eles, momento em que os mesmos se afastaram e sentaram no chão para não serem atingidos. Mas não deu tempo. A polícia militar cercou os manifestantes na lateral de cima da rua, quando chegaram mais quatro viaturas do outro lado, com policiais descendo rapidamente dos carros já lançando gás de pimenta e atirando balas de borracha arbitrariamente em qualquer um que estivesse na frente.

Tal como os outros atos no pais contra o governo golpista que vêm ocorrendo em todo o Brasil, em Campina Grande a ação truculenta da polícia militar reprimiu de forma brutal a manifestação, com o desfecho de violência policial e abuso.

Durante a abordagem, os policiais lançavam alguns estudantes bruscamente contra a parede enquanto utilizavam spray de pimenta contra outros, que caídos ao chão por causa do efeito, eram continuamente agredidos fisicamente com chutes e pontapés. São relatos de que pelo menos quatro estudantes foram feridos por tiros de bala de borracha, entre eles mulheres, as quais eram xingadas de vagabundas durante a agressão física.

Isto é mais uma mostra de um governo bonapartista fraco, impopular que utiliza a violência policial para passar seus planos de ataques aos trabalhadores e a juventude. Devemos lutar contra a repressão. Para nos de Esquerda Diário é preciso, junto a luta pelo Abaixo Temer golpista, lutar por uma saída de fundo a crise lutando por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana pautada na mobilização das massas, não para recompor o sistema político, mas para superá-lo, e para isto a perspectiva é a de organizar outros junhos.




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