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Repressão brutal no Congresso da Argentina termina com 31 detidos covardemente

Diversos trabalhadores foram reprimidos brutalmente nesta quarta-feira, 24, em frente ao Congresso argentino em meio à votação do Orçamento 2019

quarta-feira 24 de outubro| Edição do dia

Segundo números oficiais 31 pessoas foram detidas hoje nesta tarde em frente ao Congresso Nacional da Argentina quando ocorria uma manifestação com milhares de pessoas durante a votação do Orçamento do governo para 2019, em Buenos Aires. Dentre os presos estão diversos trabalhadores, sendo cinco trabalhadores do Astillero Río Santiago, membros da Revista Poderosa, e um trabalhador de Télam.

O projeto enviado pelo oficialismo ao Congresso Nacional busca legalizar um enorme corte do chamado gasto público, para garantir o pagamento da dívida pública. O objetivo do governo é conquistar a "meia sanção" (que significa aprovação no Congresso para ser decidida no Senado posteriormente) antes desta sexta-feira, quando se reunirá com o FMI para debater o acordo construído entre o ministro Nicolás Dujovne e Christine Lagarde, com o objetivo de dar um sinal aos chamados “mercados” de que avançam no sentido do ajuste.

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Hoje milhares de pessoas que se reuniram para protestar contra os ajustes foram duramente reprimidas em frente ao Congresso, incluindo parlamentares como Myrian Bregman da Frente de Esquerda, e segundo foi informado oficialmente foram ao total detidos 31 pessoas, levadas de caminhão pela polícia.

Tradução do Twitter: Deputado Nicolás del Caño repudiou a repressão no Cogresso e defendeu que se cancelasse a sessão do #Presupuesto (Orçamento)

Tradução: Exigimos a imediata liberdade de Nacho Levy e todos os detidos da @gargantapodero. Que nos digam onde estão!

Veja vídeo da repressão hoje em Buenos Aires:

Tradução: Nos acertaram com balas de borracha. Feriram várias companheiras e companheiros. Todo está muito mal.

Tradução: Repudiável o governo que tem que apelar para a repressão para fazer passar o #PresupuestoDelAjuste (Orçamento do ajuste). Querem evitar que se mobilizem todos os que sabem que este orçamento é o ajuste do FMI


(Foto Nacho Sánchez | Revista Cítrica)

Vale dizer que também houveram vários feridos por conta das balas de borracha e gás lacrimogêneo. Contra os trabalhadores do Astillero Río Santiago em particular os seguiram aos golpes até os ônibus que haviam trazido-os de Ensenada.

Noticia em desenvolvimento. Veja a original no La Izquiera Diario.

Foto Enfoque Rojo




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