Política

CRISE POLÍTICA

Renan calheiros defende indiretas e já tem candidatos para continuar as reformas de Temer

terça-feira 23 de maio| Edição do dia

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, se posicionou de forma clara a favor da substituição de Michel Temer na presidência por via das eleições indiretas, que são realizadas pelo Congresso. O senador considerou como possíveis candidatos para o cargo os ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim e Joaquim Barbosa.

Jobim foi líder do PMDB, ministro da justiça no governo de FHC e ministro da defesa no governo Lula, apontando de forma aberta a uma ligação política com as ideias perpetuadas pelo governo Temer e seu partido, o PMDB. Joaquim Barbosa, que tornou-se um grande nome após dirigir o processo do Mensalão, sempre se colocou num posicionamento neutro, tentando elevar o poder judiciário a um nível apartidário, contudo, não deixa de compor o poder que se mostra sempre imparcial a serviço dos empresários do país. "Nelson Jobim e Joaquim Barbosa são grandes nomes. É claro que a atual presidente do STF, os presidentes da Câmara e do Senado e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seriam candidatos naturais. Mas Jobim e Barbosa são ótimos nomes", defendeu.

Além disso, sugeriu também que o atual governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, pudesse concorrer às eleições, e dessa forma, um governador do Nordeste também deveria participar. A posição de Renan Calheiros permanece favorecendo ainda a continuação dos plajenamentos dos governos Dilma e Temer, uma vez que se mostrou favorável as eleições diretas, que são um método de eleição onde o povo não possui poder de eleger o candidato, sendo este eleito por um colégio eleitoral, constituido por uma assembléia fechada. As eleições indiretas é uma saída política reacionária, que pretende apenas trocar os personagens do jogo político, para isso, Renan se apoia em candidatos que pertencem ao mesmo círculo daqueles que tentam empurrar as reformas trabalhistas e previdenciária sobre os trabalhadores.

Quando questionado sobre a possibilidade de FHC como um bom presidenciável, Renan respondeu “ Não acho que FHC seja bom, porque ele estreita a concepção da aliança e, quando no governo, cometeu muitos equívocos e saiu desgastado", disse.




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