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Relembre alguns dos piores momentos do nefasto governo de Sartori

Se você lembra mais algum momento em que Sartori demonstrou seu terrorismo contra o povo gaúcho, por favor, nos mande na página do facebook do Esquerda Diário e nos ajude a denunciar esse governo inimigo dos trabalhadores.

sexta-feira 31 de agosto| Edição do dia

O governo de Sartori, do mesmo MDB de Temer, foi uma calamidade para os servidores e o povo gaúcho, em incontáveis momentos suas atitudes foram de afronta e ataques aos trabalhadores. Apresentamos aqui alguns dos momentos mais dramáticos e revoltantes do governador que quer se reeleger para descarregar ainda mais a crise em nossas costas.

Se você lembra mais algum momento em que Sartori demonstrou seu terrorismo contra o povo gaúcho, por favor, nos mande na página do facebook do Esquerda Diário e nos ajude a denunciar esse governo inimigo dos trabalhadores.

Ainda em campanha, insultando os educadores e a luta pelo piso

Ainda em outubro de 2014, durante a campanha eleitoral, Sartori disse em entrevista: “Eu fui lá no Cpers e não assinei o documento exigindo um compromisso de pagar ou resgatar o salário, vamos dizer...como é que diz mesmo? O piso! O piso eu vou lá no Tumelero e eles te dão um piso melhor, né? (risos). Ali tem piso bom, né?”. Com esse verdadeiro deboche contra os professores do RS, um dos magistérios pior remunerados do país desde governos anteriores, Sartori quis deixar claro que seu governo seria de ataques aos trabalhadores e sobretudo ao funcionalismo público.

O que na época Sartori e seus apoiadores queriam que passasse como uma mera piada sem significado político algum, ao longo de seu governo se mostrou como uma verdadeira declaração de intenções quando parcelou os salários dos servidores por dezenas de meses até hoje.

Veja aqui.

Primeiro de muitos meses de salário parcelado: julho de 2015

Desde esse fatídico mês, os funcionários públicos do RS amargaram em parcelamentos e atrasos dos seus salários e benefícios como o 13°. Desde lá, já são mais de 30 meses de parcelamentos, o que resultou em uma brutal piora nas condições de vida de muitos trabalhadores, que durante esses cerca de 3 anos sofreram com aperto das contas e brutal endividamento no Banrisul como contrapartida em acordos para garantir seu direito mais básico que é o salário em dia.

Incentivou a criação de verdadeiras milícias contra os estudantes que ocupavam as escolas

Durante a onda de ocupações secundaristas que sacudiram o Rio Grande do Sul contra a calamidade do ensino público estadual e as péssimas condições de trabalho dos professores, Sartori adotou a linha de nenhuma concessão ou diálogo mesmo com a massividade das lutas que paralisaram centenas de escolas no estado. Incentivou setores reacionários, pais de alunos, CREs e direções a organizar grupos para desocupar as escolas violentamente, pedindo a “colaboração da comunidade” para desocupar as escolas.

Grupos aos moldes de milícias foram formados para aterrorizar os estudantes com agressões e ameaças, apesar disso o movimento resistiu bravamente, com certas escolas conseguindo algumas conquistas. Em Caxias do Sul, por exemplo, na segunda maior escola do estado, grupos de extrema-direita armados fizeram vigília na porta da escola e várias tentativas de desocupação. Quando finalmente os estudantes decidiram desocupar, esses grupos armaram uma manifestação reacionária rezando e se ajoelhando para a volta da diretora da escola.

Veja mais: Sartori terceiriza a repressão nas ocupações do RS

Punho de ferro contra as lutas dos trabalhadores

Esforçou-se em manter de pé seus planos de fazer os trabalhadores pagarem o prejuízo da crise capitalista do estado, diversas greves e lutas de muitas categorias marcaram seu mandato, ainda assim manteve parcelamentos e atrasos.

Essas lutas dos trabalhadores por seus direitos se enfrentou com um governo que:

Tentou cortar ponto na grande greve de 2017.

• Mandou a polícia bater em manifestantes e grevistas em casos inumeráveis, como fezno final de 2016 para tentar garantir a aprovação de seu pacote de ajustes e privatizações.

Ameaçou demissão de professores contratados para intimidar grevistas em outubro de 2017.

• Impôs abusivos calendários de recuperação de aulas contra os professores após a greve de 2017, incentivando as coordenadorias e direções a perseguir, pressionar e intimidar grevistas.

Continuou com seus deboches pedindo para que os professores tivessem “sensibilidade”apesar da miséria que passavam, e saindo em férias de luxo com seu alto salário de governador em meio à greve de 92 dias no fim de 2017.

Em agosto de 2017, pagou a parcela miserável de 350 reais para os servidores

De todos os meses de parcelamento, esse foi o mais revoltante e significativo. Muitos trabalhadores ficaram no vermelho e sem poder pagar suas contas por serem reféns de um governo que serve aos banqueiros e milionários. Isso não passou em branco, milhares de trabalhadores saíram em uma onda de resistência de forma independente, com atos e paralisações a partir das escolas forçando o CPERS, sindicato dos educadores dirigido pelo petismo, a declarar a grande greve que durou 92 dias. Naquele momento, com o apoio popular e convergindo com a mobilização dos municipários e dos rodoviários da Carris, a possibilidade de derrotar Sartori com a força da mobilização foi desperdiçada por que as direções petistas dos sindicatos foram inimigas da unificação das lutas, sequer convocaram atos unificados, e menos ainda cogitaram uma paralisação geral no estado contra Sartori e Marchezan em Porto Alegre.

Indenização após mais de 30 meses de parcelamento: alguns centavos!

A promessa de indenização pelos parcelamentos se mostrou uma piada de mau gosto, os professores relatam que receberam indenizações no valor de esmolas, valores como 4 reais ou apenas 11 centavos! O governo só não economiza em juros quando é para endividar os servidores com os juros aplicados pelo Banrisul aos adiantamentos de salário, como mais um mecanismo de arrochar o salário dos servidores para garantir o lucro dos empresários.

Extinção das fundações do estado

No segundo semestre de 2017, começou a dar início à extinção de diversas fundações do estado, cortando empregos e pesquisas importantíssimas. Decretou a extinção de 6 fundações: a Fundação Zoobotânica; a Fundação de Ciência e Tecnologia; Fundação de Economia e Estatística; Fundação Piratini; Fundação Para o Desenvolvimento de Recursos Humanos; e a Fundação de Planejamento Metropolitano e Regional. Isso levou a grandes aberrações. Por exemplo, com a extinção da FEE, agora o governo do estado contrata os serviços de estatística publica com uma fundação privada, a FIPE.

Venda de ações do Banrisul a preço de banana

Em outubro do ano passado Sartori anunciou que venderia as “ações excedentes” do Banrisul, mantendo apenas o mínimo para ser considerado um banco estatal e diminuindo a participação do estado nos rendimentos do banco.

A operação das vendas aconteceu no dia 27 de abril desse ano e está sob investigação do Ministério Público do estado por terem sido vendidas sem aviso prévio e 31% abaixo do preço de mercado.

O plano de recuperação fiscal com o governo Temer, privatizando serviços básicos para favorecer capitalistas

Sartori tem batalhado contra o povo gaúcho na sua tentativa de privatizar serviços básicos e bancos públicos, na sua mira estão as estatais CEEE, CRM, Sulgás, Corsan, Badesul e BRDE. O governador chegou a tentar encaminhar esses ataques à assembleia, mas como já mencionado, foi impedido pela luta dos trabalhadores.

A privatização dessas empresas faz parte das exigências do governo federal para o plano de recuperação fiscal, que suspenderia por pelo prazo de alguns anos o pagamento da divida e liberaria a possibilidade de contratar um novo empréstimo de R$ 3 bilhões. Ao fim do período de suspensão do pagamento da dívida, mais de dez bilhões terão se acumulado em juros, além do novo empréstimo previsto de mais três bilhões de reais https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,rs-espera-alivio-de-r-11-3-bi-em-tres-anos-com-adesao-ao-regime-de-recuperacao-fiscal,70002415718 . O dinheiro arrecadado com a venda das empresas estatais vai virar fumaça, como garantia para o novo empréstimo.

Enquanto vários empresários caloteiam bilhões dos cofres do estado por meio de sonegações e isenções, a resposta de Sartori é beneficiar ainda mais esses capitalistas entregando em suas mãos o patrimônio público para pagar a dívida pública fraudulenta.

Cortes multimilionários na saúde e educação

Entre 2014 e 2017, em relação à inflação, houve uma queda de 11,2% e 5% no investimento em educação e saúde, respectivamente, por parte do governo Sartori.

De acordo com os dados do governo, em 2014 houve um investimento de R$ 8,116 bilhões em educação. Já em 2016, o total não sofreu tantas modificações, mas de acordo com a inflação dos últimos anos caiu bastante: R$ 8,542 bi. Na saúde o montante passou de R$ 3,161 bilhões em 2014 para R$ 3,556 bilhões em 2016. O índice de inflação utilizado para chegar às diferenças de -11,2% e -5% foi o do IPCA.

Sartori não está nem aí para a vida dos mais pobres, pouco importa para ele que descarregar a crise econômica em áreas de interesse social, como saúde e educação, acarrete problemas desastrosos ao conjunto da população.

Fechando escolas e abrindo prisões

A cada ano passado no seu governo, Sartori fechava centenas de turmas, destruindo a qualidade de ensino e demitindo muitos professores contratados. Essa situação ficou ainda mais gritante quando em junho de 2017 o governo escandalosamente anuncia que fecharia mais de 2 mil turmas da rede estadual e abriria 3 presídios.

É isso que Sartori e toda a direita querem para a juventude: prisão e marginalização. Se comumente se diz que a criminalidade é impulsionada pela má qualidade da educação, o gesto de fechar turmas e abrir presídios é muito simbólico. A juventude das periferias e principalmente os jovens negros sofrem cotidianamente com a dificuldade no acesso ao ensino e repressão da polícia, o projeto de Sartori é piorar ainda mais a situação.

Tudo isso é para pagar a dívida pública e favorecer bilionários

O RS amarga em crise causada pelos empresários e banqueiros com sua sede de lucro: bilhões em isenções fiscais, outros bilhões em sonegações toleradas pelos governos e boa parte da receita do estado indo para o pagamento da dívida com a União, dívida que já foi paga várias vezes. Da parte da União, o governo federal precisa do mecanismo das dívidas dos estados para pagar sua própria dívida pública, que todos os anos enriquece um punhado de banqueiros donos do mundo com metade do orçamento brasileiro.

Sartori e seu partido, o MDB, são agentes declarados desses capitalistas bilionários, garantem o lucro dos empresários enquanto cortam dos trabalhadores gaúchos. Qualquer partido que tiver em sua perspectiva o pagamento da dívida pública vai ter que aplicar esses ataques, mesmo os partidos que prometem não atacar os trabalhadores como PT e PDT. No caso do RS, as privatizações e ataques são a contrapartida para a renegociação da dívida do estado com o governo federal.

Quando Sartori diz que essas políticas são uma saída para crise é mais uma mentira: é apenas para interromper temporariamente o pagamento da dívida e fazer a crise voltar com força total depois disso.

Um projeto de saída da crise que seja favorável para os trabalhadores só é viável através da mobilização, para impor medidas como o fim do pagamento das dívidas públicas estadual e federal, confisco dos bens dos grandes sonegadores e estatização dos setores chave da economia, bem como que todos os cargos políticos e judiciais sejam eleitos, revogáveis a qualquer momento e que ganhem como uma professora.




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