Educação

RIO GRANDE DO SUL

Relatos dramáticos de professores do RS após receberem R$ 350 de salário

O Esquerda Diário vem coletando relatos de professores do Rio Grande do Sul para denunciar o descaso do governo para com a categoria e o conjunto da população. Em Setembro, Sartori e sua equipe de governo depositou míseros R$ 350 na conta dos professores, acarretando problemas ainda maiores do que a categoria vinha sofrendo desde o início dos parcelamentos. São inúmeros casos dramáticos, como pode se ver em alguns casos aqui.

segunda-feira 4 de setembro| Edição do dia

A denúncia serve para mostrar ao conjunto da população do estado e do país o que vem ocorrendo no Rio Grande do Sul. Iniciativas como essas ajudam a furar o bloqueio da grande mídia, que insiste em defender as medidas de austeridade do governo, bem como ampliar o apoio popular da luta dos trabalhadores da educação do estado do Rio Grande do Sul. Neste momento, inúmeras escolas já estão paralisando e se mobilizando contra o governo. Diante dessa situação, os professores do RS devem receber o apoio de todos nesta luta, afinal, a luta dos educadores é a luta de todos os trabalhadores. Mande sua denúncia para o email do Esquerda Diário que nós publicamos: esquerdadiario@gmail.com

"Todo mês uma tortura. Sou professora há 17 anos e pela primeira vez me questiono porque não escolhi outra profissão. Não tenho mais ânimo nem estrutura psicológica para trabalhar. Eu dependo de meu salário. Pago aluguel, prestação de carro e tudo está atrasado. Tenho uma filha de 14 anos e fui obrigada a cortar todo tipo de gastos. Não há mais o que cortar. Precisamos comer. Com o dinheiro ‘’pingado’’ e a incerteza de quanto e quando será depositado todo dia é uma tortura. Condomínio atrasado, luz pagando uma e deixando outra para trás é desesperador. Estou pensando seriamente em mandar minha filha morar com o pai, que vive há 150 kms da minha cidade por não ter mais como sustentá-la. Antigamente buscávamos o “piso’’, agora buscamos o "chão". Dor, desalento, revolta, palavras que me definem." Vanise Quincozes Poleto, de Santa Maria

"Já parou pra pensar que somos caloteiros? Moro de aluguel e tem uma Senhora dona de uma loja. Quando soube que era professora, falou “já ta alugado”. Brabo" - Raquel Viganico, de Montenegro

"Como todos sabem eu não tenho passagem para ir trabalhar, com os 350,00 de pagamento consegui pagar a prestação do apartamento, ( que está reduzida valor real 711,00) e condomínio. E aí como fica minha situação? Meu esposo não ganha o suficiente pra cobrir as outras contas. Só eu sei o que estou passando". (Claudia, Caxias do Sul

"Não aguento mais a vergonha de dizer para os credores que não tenho como pagar, todo pingado que passa pelo Banrisul é capturado pelo banco”. Vera Lucia Paz, de Rio Grande

"Eu trabalho em uma escola do município de Pelotas, não tenho como ir trabalhar não tenho dinheiro para pagar o transporte. São 35 quilômetros da cidade, se não sair greve até o pagamento integral, não terei como trabalhar!" Cleonice Neves, de Pelotas

"Acho interessante falar dos juros que estamos pagando, por nossas contas estaremos negativas sempre. Desde Março, neste ano, que pagou quase 100 reais de juros por mês, quer dizer, recebido 350, numa conta já negativa em 400. Se tiver desconto de juros do banco, e não sei nem como vou abastecer ou pagar um ônibus pra trabalhar, que dirá pagar minha casa, o rancho, água, luz..." Priscila Nunes, de Caxias do Sul

"Eu necessito de remédios para viver e poder dar aulas pois o estado não me aposentou por invalidez. Tive acidente de trabalho na minha escola. Fiz 2 cirurgia e tenho pinos no pé necessitando de remedios ou posso ter trombose. Com estes 350 nem dá pra comprar-los. Se familia não comprasse,poderia poderia... Governo vendeu nossa folha para ele mesmo chamado de banrisul. Não cumpre a lei e nem o tiram de lá." Cintia Mara Gonçalves, Porto Alegre.

"É uma situação humilhante e desesperadora, não dá pra fazer de conta que não é caótica, eu dependo do meu salário pra viver, pago aluguel, agua, luz e tudo mais, já fiz dois empréstimos pra ajeitar as coisas, mas esse mês não tenho de onde tirar, pois a conta está negativa e o banrisul cobrando os banricompras... Sem grana nem pra chegar na escola, até licença saúde já entrei esse ano por conta dessas situações... E os remédios nem comprar dá mais... Quem vai responder por todo esse abalo moral que estamos vivendo??? Estou procurando um advogado que queira entrar com uma ação minha de danos morais pois não vejo luz no fim do túnel. Ah, esqueci de citar que também tenha uma filha que depende ainda de mim..." Fernanda Pinto




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