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Relator do Conselho de Ética diz que senado não quer cassar Aécio

sexta-feira 9 de junho| Edição do dia

João Alberto Souza (PMDB), eleito pela sexta vez para presidir o Concelho de Ética do Senado, disse não sentir o mesmo “clima de pressão” na cassação do mandato de Aécio Neves (PSDB), se comparado com a cassação de Delcídio Amaral (ex-PT-MS), no ano passado.

"O que eu sinto é que o Senado não concorda com o afastamento do senador. Isso eu tenho visto muito. Eles questionam por que afastar? Por qual argumento?"

O Relator, tenta colocar “panos quentes” sobre a cassação de Aécio Neves, e em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, em meio a tantos absurdos, diz não ter analisado o requerimento do PSOL e da Rede, baseado na delação da JBS, sobre a cassação de Aécio Neves e afirmou ter “dúvida” sobre o caso. Disse ainda, que só tomará alguma providencia após a análise da Advocacia-Geral do Senado, "pelo que tenho lido, tenho uma grande dúvida", afirma o senador.

Para justificar a sua posição de não cassação de Aécio, o relator fala que foram poucos senadores cassados e cita o escandaloso caso do ex-senador Arnon de Mello (pai de Fernando Collor) que, em 1963, assassinou em meio ao plenário lotado o senador José Kairala, e fala de outros casos recentes em que senadores renunciaram antes da cassação, como se isso por si só legitimasse sua decisão de uma possível não cassação de Aécio.

Para proteger Aécio Neves, João Alberto Souza coloca dúvida se os áudios são ou não verdadeiros e que é “preciso antes permitir que ele se defenda para ver o que vou fazer. Ele alega que foi armação.”

Segundo João Alberto, não tem nenhuma movimentação ou discussão no senado que gire em torno da cassação de Aécio. Tal como o judiciário, que hoje mostrou todo seu empenho em defender o mandato de Temer mesmo com todas as irrefutáveis provas de corrupção. Fica cada dia mais claro que o senado longe de defender os interesses da classe trabalhadora, trabalha para manter seus próprios interesses.




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