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Reitoria da Unesp quer fechar cursos e acabar com vestibular de junho

Reitoria da Unesp estuda, junto ao governo de São Paulo, fechar cursos, restringir vagas e promover cortes em bolsas de pesquisa e extensão, prejudicando diversas áreas acadêmicas, precarizando ainda mais o serviço dos funcionários e professores e retirando direitos dos estudantes.

quinta-feira 4 de outubro| Edição do dia

A reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estuda fechar cursos de graduação e extinguir o vestibular do meio de ano, em junho. Nesta quarta-feira, 3, a reitoria divulgou um plano com uma série de cortes nas áreas acadêmica e administrativa para enfrentar o que chama de sua "maior crise econômica", em déficit orçamentário divulgado na ordem de R$ 300 milhões, de acordo com a administração da universidade.

São propostos cortes junto ao governo do Estado para equacionar a insuficiência financeira e a busca por novas formas de receita, por exemplo como a terceirização e privatização de alguns setores. As propostas serão discutidas somente no Conselho Universitário, por fora da participação real da comunidade universitária, excluindo professores, trabalhadores e a maioria estudantil.

Uma das principais proposta de mudança e que pode precarizar muito mais o funcionamento já precário da universidade é a possível eliminação do vestibular de inverno que a reitoria já ameaça, justificando ser de "alto custo".

A reitoria da Unesp, junto ao governo de São Paulo, justificam os cortes em base à crise orçamentária. O que fica em questão é como a crise orçamentária não afeta os salários e os privilégios da casta pertencente ao Conselho Universitário, que é sustentado com o dinheiro público recebendo super salários sem ter sido eleito democraticamente pelo conjunto da comunidade universitária. É preciso denunciar a estrutura de poder nas universidades estaduais, que mantém seus cofres fechados a sete chaves e fazem o que bem entender com o dinheiro público, enquanto cortam direitos dos estudantes, precarizam as condições de trabalho dos servidores e professores e restringem o já limitado acesso da população à educação gratuita.

Com informações do Agência Estado.




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