Educação

USP: PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS

Reitoria da USP pune estudantes por lutarem na Greve Geral

Mariana Duarte

Estudante de Letras da USP

quarta-feira 29 de agosto| Edição do dia

Nos últimos dias o atual reitor da USP, Vahan Agopyan, escolhido a dedo pelo então governador do Estado de São Paulo, o reacionário Geraldo Alckmin, levou a frente o processo de três estudantes da universidade por se manifestarem na greve geral do dia 28 de abril em 2017.

O processo realizado acabou sendo favorável a reitoria autoritária e anti democrática da USP e resultou na suspensão por três meses de dois estudantes por se manifestarem.

A greve geral que ocorreu na época foi fruto da indignação legítima da classe trabalhadora brasileira que se levantou contra a reformas do governo Temer e que teve como resultado o impedimento da votação da Reforma da Previdência, mostrando a enorme força dos trabalhadores quando se mobilizam.

No dia histórico em que se deu a greve, os estudantes, trabalhadores e professores da USP também organizaram uma grande manifestação, que sofreu uma forte repressão por parte da polícia militar.

O reitor, como se não bastasse a repressão com bombas e balas de borracha, encaminhou um processo contra 3 estudantes da universidade em que os responsabiliza por toda a manifestação que ocorreu no dia, se apoiando em um estatuto herdado da ditadura militar para tal.

A Faísca Anticapitalista e Revolucionária e o grupo de mulheres Pão e Rosas, se coloca intransigentemente contra a punição aos estudantes por lutarem pela defesa de direitos elementares e contra as reformas do governo golpista de Temer que precarizam ainda mais nossas vidas. Não admitimos que a reitoria da USP se utilize de um decreto escrito na ditadura militar para reprimir os estudantes que lutam. É urgente que o Diretório Central dos Estudantes e os centro acadêmicos organizem os estudantes contra a repressão da reitoria. Basta de punições! Retirada imediata dos processos contra os estudantes da USP!




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