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Reitoria da USP assume: Dória e Schneider estão por trás do fechamento da Creche Oeste

O novo Superintendente de Assistência Social da USP deixou escapar para alguns funcionários o intuito da Reitoria da USP em conceder o espaço da Creche Oeste para o município de São Paulo, e que as negociações já estariam avançadas com o Secretário de Educação de Dória, Alexandre Schneider.

quarta-feira 12 de abril de 2017| Edição do dia

Durante a semana passada e o início dessa semana, o novo Superintendente de Assistência Social da USP (SAS), Fábio Guerrini, deixou escapar para alguns funcionários da Creche o intuito da Reitoria da USP em conceder o espaço da Creche Oeste para o município de São Paulo, e que as negociações já estariam avançadas com o Secretário de Educação de Dória, Alexandre Schneider.

A Universidade de São Paulo passa por um dos seus momentos de maior desmonte em toda a sua história. Desde o início de sua gestão, o Reitor Marco Antonio Zago tem tido como política a transferência direta para a iniciativa privada de inúmeras atividades da Universidade. As que não são transferidas diretamente, ou são precarizadas a ponto de extinção ou são cedidas para a Prefeitura e o Estado, para que eles se responsabilizem com a sua concessão para a iniciativa privada.

Dentre estas atividades estão todas aquelas que retornam gratuitamente à população o conhecimento produzido dentro dos muros da Universidade – como os Hospitais, Clínicas Odontológicas e Centros de Saúde-Escola; também estão todas aquelas que garantem a permanência dos estudantes mais pobres na Universidade – como os bandejões, as bolsas de apoio acadêmico e as creches; e os empregos e funções de trabalhos que garantem o funcionamento da Universidade – como as áreas de limpeza, segurança, manutenção e atendimento.

Por isso, não é surpresa a informação de que a tentativa de fechamento da Creche Oeste pela Reitoria durante as férias escolares e de funcionários e da noite para o dia tenha como objetivo a concessão do espaço para a Prefeitura de São Paulo, de João Dória (PSDB).

Formado em administração, Alexandre Schneider (ex-PSDB e atual PSD) foi secretário da educação durante a gestão Kassab de 2006 a 2012 e responsável por deixar as notas da rede no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo das metas do indicador federal, além de um salto de 79 para 94 mil crianças na fila por vagas em creches durante sua gestão.

“Eu sou um gestor público. Um gestor público que agora quer seguir a carreira política. Eu, na verdade, me formei para trabalhar com administração de empresas, e num determinado período da vida, fui convidado para trabalhar na campanha de uma pessoa que eu respeito e admiro muito, que é o Mário Covas”. Assim que Alexandre Schneider se apresentava como candidato a Deputado Estadual pelo PSD. É sob sua tutela que a Reitoria da USP ameaça entregar a Creche Oeste!

Não obstante, foi possível acompanhar recentemente episódio envolvendo uma discussão pública entre Schneider e Fernando Holliday (DEM) com respeito à postura ilegal e intimidatória do vereador, ligado ao MBL, contra os professores nas escolas municipais. Achincalhado pelo MBL nas redes sociais e sem contar com o respaldo do Prefeito, Alexandre Schneider teve que amargar o silêncio de João Dória e se manter na pasta da Educação, humilhado e assumindo vergonhosamente a posição de fantoche frente às políticas privatistas e precarizadoras de João Dória para a educação.

De acordo com reportagem recente da Folha de São Paulo, o governo tucano pretende ampliar vagas nas creches em São Paulo utilizando a mesma estratégia de Fernando Haddad (PT), convênio com entidades privadas, para isso aposta em financiar o aumento de vagas por meio de doações de empresas que teriam dedução do imposto de renda. Essa medida privatista já interessou aos bacos Itaú, Bradesco e Santander e pretende se expandir com a criação do Fumcad (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) que, de acordo com Dória e sua equipe, possibilitaria o envolvimento de mais bancos nesse leilão da educação infantil em São Paulo, do qual o Reitor Zago pretende participar penhorando a Creche Oeste.




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