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GREVE DA USP

Reitoria da USP admite erro e se compromete a repor salário e benefícios descontados

Mais de 60 trabalhadores de diversas unidades da USP, com o apoio de uma dezena de estudantes, se manifestaram na manhã de hoje, 03/10, em frente à Reitoria para denunciar os descontos arbitrários que o Reitor, Marco Antonio Zago, anotou nas folhas de pagamento do mês de setembro.

segunda-feira 3 de outubro| Edição do dia

Mais de 60 trabalhadores de diversas unidades da USP, com o apoio de uma dezena de estudantes, se manifestaram na manhã de hoje, 03/10, em frente à Reitoria para denunciar os descontos arbitrários que o Reitor, Marco Antonio Zago, anotou nas folhas de pagamento do mês de setembro.

Após essa demonstração de força, a Reitoria, representada pelo advogado do Departamento de Recursos Humanos (DRH), Salvador, recebeu uma delegação de trabalhadores para se justificar. De acordo com Salvador houve uma falha de comunicação entre os responsáveis por rodar a folha de pagamento e a sentença do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de 28/10/16. Ou seja, mesmo com a decisão judicial a Reitoria ainda estava buscando formas de garantir o desconto dos salários. Salvador se comprometeu a fazer um comunicado ainda hoje explicando o erro da Reitoria e a fazerem uma folha corretiva garantindo que todo o salário de setembro vai estar depositado sem desconto na quinta-feira (04/10).

Marcelo Pablito, diretor do SINTUSP e parte da delegação de trabalhadores que participou da reunião reforçou a importância da nossa mobilização para garantir esse compromisso “A primeira resposta que o departamento de pessoal e as chefias nos deram no início do dia foi de que o salário seria cortado e ponto final. Somente a mobilização dos trabalhadores garantiu que esse compromisso fosse feito. Se nós não tivéssemos vindo aqui pressionar a Reitoria e ido pra cima deles, não teríamos resposta nenhuma e eles estariam decidindo por nós mais uma vez o que fazer com os nossos salários e passando por cima da decisão do TRT. Quem estava com desconto iria ficar na agonia até quinta-feira para saber o que seria feito.”

Aproveitando a reunião, o SINTUSP também cobrou os representantes da Reitoria sobre quando seriam reposto os descontos conforme decisão judicial. De acordo com Salvador, a Reitoria estaria aguardando a publicação do acórdão com a decisão da juíza para chamar uma reunião com o SINTUSP e organizar a forma e as datas do pagamento. Ainda segundo o coordenador da Administração Geral (CODAGE), Prof. Marcelo Dottori, eles já estão fazendo o cálculo tanto da reposição dos salários como dos benefícios cortados, tal qual foi feito em 2014.

Entre as várias unidades presentes se destacaram os trabalhadores dos restaurantes, que paralisaram os serviços e somente voltaram ao trabalho após o compromisso da Reitoria. Estudantes do Centro Acadêmico da Letras (CAELL), do Centro Acadêmico da Pedagogia (CAPPF) e militantes da Juventude Faísca estiveram prestando apoio e solidariedade. Jéssica Antunes, diretora do CAELL disse que “por culpa do Reitor os estudantes não almoçaram hoje no bandejão, por que mais uma vez o Zago tentou roubar o salário dos trabalhadores. E se na quinta-feira os trabalhadores não receberem o salário de setembro integral ,sem nenhum desconto, os estudantes voltarão a apoiar que os trabalhadores paralisem, e a culpa será novamente do Zago, a quem iremos cobrar aqui na frente da Reitoria”.

Também esteve presente durante toda a manhã, Diana Assunção, do MRT, trabalhadora da Faculdade de Educação da USP e recém-candidata a vereadora por São Paulo pelo PSOL que declarou ser “uma truculência desumana e ilegal o que a Reitoria está fazendo. Vamos lutar até o final em defesa do direito de greve e estarei ao lado dos trabalhadores do bandejão que hoje paralisaram em protesto ao corte de salários.”




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