Juventude

GREVE DA UNICAMP

Reitor e governador pedem reintegração de posse na Unicamp

No fim da tarde dessa sexta, durante a assembleia geral dos estudantes, oficiais de justiça levaram até a ocupação da reitoria um mandado de reintegração de posse imediata. Os estudantes estão nesse momento em coletiva de imprensa e logo após terão uma nova plenária para debater os cenários.

sexta-feira 13 de maio de 2016| Edição do dia

O reitor Tadeu segue os passos truculentos de Alckmin, se negando ao diálogo e a negociação. Prefere chamar a polícia do que uma audiência pública para debater e negociar.

Parece querer repetir o que aconteceu hoje cedo, em que o governo de SP prendeu dezenas de estudantes sem nenhuma autorização judicial na ETESP e nas diretorias de ensino Norte 1, Centro-Oeste e Guarulhos. O “grande chefe” da repressão contra os secundaristas no Centro Paulo Souza e contra todos aqueles que lutam contra a máfia da merenda, o antigo secretario de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, “comemorou” seu primeiro dia como Ministro da Justiça no governo golpista de Temer com esse primeiro grande ato de ilegalidade.

Mas Tadeu está brincando com fogo. Os estudantes constroem uma enorme mobilização, com uma forte e vigorosa greve, com a aprovação da greve na assembleia geral e em mais de 7 assembleias de curso. Além disso, piquetes e paralisações ocorrem em mais de 30 cursos, e novos devem aderir nos próximos dias, além da mobilização em funcionários e professores que se fortalece na Unicamp, mas no conjunto das estaduais paulistas com a adesão dos funcionários e estudantes da USP que entraram em greve, assim como da Unesp de Franca.

Segundo Tati Lima, estudante que está na ocupação e participará agora da plenária, “o clima é de resistir. Não vamos nos intimidar com aqueles que querem destruir a universidade pública cortando quase 40 milhões na Unicamp. Vamos defender com unhas e dentes o ensino público, nossos cursos, o hospital pra população de Campinas, e vamos por mais, por cotas raciais e pela ampliação da moradia. Ontem éramos nós que íamos ao Ouro Verde dizer pros secundas que estaríamos lado a lado em sua luta, e hoje foram os secundas que vieram até nossa assembleia na Unicamp dizer que estamos juntos. São todos juntos contra aqueles que querem depredar e destruir a universidade pública. Nossa luta vai seguir e exigimos que o governo e a reitoria abandonem a intransigência e abram negociação. Não vamos nos intimidar com o clima que o mafioso Alckmin e seu aliado golpista Temer querem impor. E se o reitor quer discutir orçamento, sempre estivemos dispostos ao diálogo, vamos sim discutir, e se tiver que ocorrer cortes, que seja nos privilégios dos políticos da ALESP, no desvio do dinheiro da merenda, nos altos salários do governador e desse reitor e de sua camarilha, não na educação, na moradia, no hospital, no emprego e nas questões que envolvem a vida de milhares de estudantes, trabalhadores e professores da Unicamp e a população de Campinas.”




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