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DESEMPREGO

Reforma trabalhista aumentou o desemprego, prova como Temer e a Mídia mentiam

Novembro fecha o mês com 12.292 vagas de emprego fechadas. Mais uma prova de como a reforma trabalhista não só ataca os direitos do trabalhador como potencializa o desemprego. O oposto do que o governo e a patronal tentavam vender como uma reforma geradora de empregos.

quarta-feira 27 de dezembro de 2017| Edição do dia

A reforma trabalhista não só retirou inúmeros direitos antes garantidos pela CLT, como mostra sua segunda cara, que é o desemprego. O oposto da propaganda que o governo e os empresários faziam, de que a reforma iria gerar empregos, na realidade só em novembro foram fechadas 12.292 vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho.

O dado inclui contratos firmados já sob as novas regras da reforma trabalhista, como a jornada intermitente e a jornada parcial. As regras começaram a vigorar em 13 de novembro. Resultados até outubro de 2017 não incluíam essas informações.

O resultado surpreende todas as estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que esperavam abertura de 8 mil a 90 mil vagas, com mediana positiva em 23,8 mil postos.

No acumulado de 2017 até novembro, há uma abertura de 299.635 postos de trabalho com carteira assinada. Em 12 meses, há um fechamento de 178.528 vagas.

O resultado mensal foi puxado pela indústria da transformação, que fechou 29.006 postos formais em novembro. Também tiveram desempenhos negativos os setores de construção civil (-22.826), agropecuária (-21.761), serviços (-2.972), administração pública (-2.360), indústria extrativa mineral (-1.155) e os serviços de utilidade pública (-814).

O único setor com geração de vagas foi o comércio, que abriu 68.602 novos postos em novembro ligados as festas de fim de ano. Ou seja, são vagas precárias e muitas vezes temporárias. O que mostra que o desemprego segue alto e o discurso de geração de emprego não passava de uma mentira, quando na verdade a patronal não só se beneficiou da retirada de direitos como da manutenção de um grande numero de desempregados para assim reduzir o valor do trabalho de todos.




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