Teoria

TEORIA: ROSA LUXEMBURGO E O REFORMISMO

Reforma ou revolução?

Gilson Dantas

Brasília

terça-feira 18 de julho| Edição do dia

O livro de R. Luxemburgo, Reforma ou revolução?, escrito em fins do século XIX é uma crítica, sistemática, ao pensamento reformista que aparecia a céu aberto em uma ala de peso dentro do seu partido, o PS alemão [social-democracia] já em fins do século XIX.

No livro, ela se dirige a Eduard Bernstein, a cabeça ilustrada que, também de forma sistemática, e se declarando inspirado em Marx e seu “renovador”, propõe uma estratégia de reformas paulatinas; de revolução pacífica. Ele é o dirigente político [junto com Schmidt] que mais defende que podemos ir ao socialismo de forma evolutiva, pouco a pouco, de conquista em conquista, pela via eleitoral e sindical. E através das cooperativas.

Em que medida este é um livro atual, em que pontos ele foi superado pelo tempo?
No nosso caso, sabemos que de F. Weffort a Emir Sader, temos toda uma linhagem de autores “orgânicos” do PT que, em todos esses anos, também defendiam – sem se declararem reformistas - que através de um projeto reformista [“democrático e popular”], nos marcos do podre regime de 1988, chegaríamos ao socialismo ou a reformas profundas na vida social e econômica.

Evidentemente, os fatos históricos mostram que fracassaram e desmoralizaram o pensamento de esquerda diante de boa parte da classe trabalhadora. Alguma semelhança com o “debate-Bernstein”?

Posto de outra forma, o que envelheceu e o que é atual do pensamento do reformismo da social-democracia alemã?

Este foi o tema da curta intervenção abaixo, em uma pequena roda de estudos sobre o livro de R. Luxemburgo, na UnB/NEPPOS, agora em julho. [Consta do mesmo vídeo, enfoque sobre UM dos elementos que torna a classe trabalhadora qualitativamente diferente de todas as classes oprimidas anteriores].




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