Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reforma da previdência estadual já foi aprovada em 13 estados, sendo 3 governados pelo PT

Como se já não bastasse o ataque do governo de Bolsonaro e os militares, juntamente com os golpistas do Congresso e o STF, contra a aposentadoria da classe trabalhadora, os governos estudais batalham pelas suas próprias reformas, tendo o PT e o PCdoB como inspiração para outros governadores destruírem com as vidas dos trabalhadores.

quinta-feira 16 de julho| Edição do dia

Depois da reforma da previdência federal ter sido aprovação através de acordos e “tréguas” temporárias entre as alas dos bonapartismos nacionais – ou seja, acordo entre executivo, legislativo e judiciário –, agora, a luta dos governos estaduais é para conseguirem a aprovação de suas reformas contra a vida dos servidores públicos, garantindo, assim, o cumprimento de suas obrigações com a burguesia.

Dos 27 estados do país, 13 já fizeram suas próprias reformas. Diante da crise capitalista e sanitária que surgiu com a pandemia do novo coronavírus, os patrões fazem de tudo para descarregar o preço nas costas dos trabalhadores, com a ajuda do governo que garante que a exploração siga com maior profundidade através da precarização da vida da juventude e dos trabalhadores, principalmente dos negros e dos mais pobres. Diante da Reforma Trabalhista que vem tendo bases mais sólidas para sua aplicação através de novas medidas provisórias de Bolsonaro e os militares – com a benção do congresso e STF – nem mesmo as aposentadorias são mais garantias para os trabalhadores, que o governo quer que morram trabalhando.

Garantia de lucros, investimento com dinheiro público e perdão de dívidas avassaladoras aos cofres públicos são garantidos para os banqueiros, empresários e para o agronegócio. Trilhões são destinados para a burguesia e para a fraudulenta e ilegítima dívida pública, enquanto os governos dizem que as reformas da previdência são necessárias, pois os trabalhadores custam muito para os orçamentos dos governos.

Diante desses ataques, fica o questionamento de onde estão as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, nesses momentos, pois as mesmas possuem milhares de trabalhadores em seus sindicatos e poderiam organizá-los para colocar abaixo esses ataques. Mas, na prática, não é isso que essas direções fazem.

As direções dos principais sindicatos ficam nas mãos da CUT e CTB (dirigidos pelo PT e PCdoB), demonstrando assim o motivo pela qual não lutam, pois, dos 13 estados que já implementaram suas reformas, 3 são governados pelo PT – Piauí, Bahia e Ceará – e 1 estado pelo PCdoB – Maranhão. Os governos do PT inclusive aprovaram as suas reformas contra os servidores públicos sobre brutal repressão policial. Ainda, no estado do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra do PT tenta passar a aprovação da reforma da previdência agora em meio a pandemia, que já matou, devido à falta de responsabilidade do governo Federal, mais de 75 mil pessoas, sendo em sua maioria pobres e negros. Uma vergonha o que partidos que se dizem a voz dos trabalhadores, passarem um ataque tão profundo como esse, se alinhando ao governo fruto do golpismo e reacionário de Bolsonaro com Paulo Guedes e os militares.

Isso demonstra que o PT mantém uma estratégia puramente eleitoral, que passa por deixar que Bolsonaro aplique os ataques que os empresários exigem, sem organizar uma luta de fato, e preparar o terreno para se eleger em 2022 a partir do desgaste de Bolsonaro.

Veja aqui: Fátima Bezerra (PT) diz que Bolsonaro tem compromisso com a população.

Há também grandes centrais sindicais como UGT e Força Sindical, suas direções estão encastelados em suas cadeiras por anos e anos, verdadeiros burocratas sindicais. Assim, na realidade, estes garantem que os sindicatos sirvam de escritório patronal para auxiliar os ataques dos patrões e frear a luta dos trabalhadores. A Força Sindical, inclusive, lançou um app que ajuda os patrões a fazer a redução salarial.

Nesse sentido, os trabalhadores precisam exigir dos sindicatos que rompam com essa política imediatamente. Os sindicatos precisam servir como ferramenta de luta e organização dos trabalhadores, de maneira independente dos patrões e dos governos. A única saída para a juventude e a classe trabalhadora deve ser construída com independência de classe, sem alianças com partidos conciliadores ou que ao invés de lutarem pelo rompimento da lógica burguesa, seguem se alinhando com partidos golpistas para terem seus espaços nas instâncias políticas. É preciso lutarmos pelo Fora Bolsonaro e Mourão, impondo por meio da luta uma nova Constituinte livre e Soberana para não somente mudar os jogadores, mas sim as regras do jogo. Mas também nenhuma confiança deve ser depositada no congresso e no STF, que quando a burguesia precisa passar por cima das vidas da grande maioria da população, estes se alinham ao governo para garantir os ataques.




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