Economia

FAKE NEWS NA REFORMA

Reforma da Previdência vai aumentar o desemprego

O desemprego é um imenso flagelo no país. Prometeram que a reforma da previdência geraria emprego. Pura mentira, estudos sérios da própria burguesia apostam que se tudo desse certo o nível de emprego voltaria ao normal em 2027 ou 2032. E a realidade não está indo na direção desses estudos.

terça-feira 16 de julho| Edição do dia

Foto: Fábio Vieira. Multidão em fila de emprego em São Paulo

O desemprego atinge 12,3% da população economicamente ativa e um total de 25% da mesma população está subempregada (somatório dos subutilizados, desalentados e desempregados). Diante desse cenário, chega-se à estarrecedora situação que 22,7% dos domicílios do país não tem rendimento do trabalho. Se sustentam do jeito que der.

Isso acontece nos dados oficiais da PNAD do IBGE e em estudo do IPEA. A realidade palpável é muito pior. Jovens, adultos, senhores e senhoras vendendo coisas no trens, em uber, pedalando para entregar comida, morrendo no asfalto como o jovem Thiago em São Paulo.

Prometeram que a reforma geraria crescimento da economia e assim haveria emprego. A reforma não deve gerar crescimento, deve gerar é recessão como mostrou estudo da UFMG.

A promessa de emprego é tão mentirosa que se lermos não as manchetes mas os estudos sérios da burguesia nota-se que não haverá nenhuma melhoria no mercado de trabalho. A FIRJAN, equivalente carioca da FIESP publicou no ano passado um estudo de que se a economia crescesse 1,5% ao ano em 2027 o emprego voltaria ao nível de 2014. Mas a economia não cresce 1,5%. Ano passado foi 1,1% e esse ano tanto o mercado financeiro como o governo Bolsonaro projetam no máximo 0,81%.

Outro estudo, mais recente, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial mostra que o nível de emprego nesse setor deve, no melhor dos casos, voltará ao patamar anterior à crise em 2032, daqui a 13 anos!

Porque isso aconteceria? A indústria tem imensa capacidade ociosa, pode crescer ao menos 6% sua produção sem novos investimentos e empregos, e isso somado ao emprego de novas tecnologias impede que o nível volte ao nível anterior.

Toda uma geração será perdida. Eis o fututo, sem emprego e sem aposentadoria.
Essa é uma parte essencial da reforma da previdência. Seu objetivo é não somente de liberar 1 trilhão de reais aos donos da dívida mas também de forçar mais brasileiros a competirem por emprego e assim manter elevadas taxas de desemprego para reduzir salários e direitos. O desemprego no nível atual é algo que veio para ficar, é uma política de Estado da burguesia para impor uma outra correlação de forças entre as classes sociais, e não há nada mais distante nas preocupações de Bolsonaro e Guedes do que gerar emprego.

A situação verdadeira é tão grave e sem uma resposta burguesa decente que economistas do renome de Monica de Bolle, criadora do Plano Real, e chefe do Instituto Millenium ligado à Rede Globo, está introduzindo um conceito pensando primeiro para os EUA para pensar o Brasil, o “estancamento secular”. Ou seja não temos saída uma saída burguesa clara para a crise, iremos de miséria em miséria até o fim dos tempos.

É preciso dar continuidade à luta contra essa assassina reforma e o brutal nível de desemprego no país, fazendo os capitalistas pagarem pela crise. Para dar esse combate é preciso em primeiro lugar tirar lições da atuação de cada corrente política, central sindical, sindicato e organização estudantil, para isso chamamos o leitor a ler o seguinte editorial “Entre a estratégia de pressão e da obstrução do PT e do PCdoB, avança a cruel reforma da previdência.

Para se aprofundar na análise das tendências da economia leia: “Manchete vs. letras miúdas: a mentira do renascimento econômico com a Reforma da Previdência”




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