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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reforma da Previdência: professores são um dos principais alvos

Nova regra da reforma da previdência proposta por Bolsonaro e Guedes coloca idade mínima para se aposentar de 60 anos para professores e tempo de contribuição mínimo para professores de 30 anos. Mesmo cumprindo esses requisito, os professores se aposentariam apenas com 80% do salário.

quarta-feira 20 de fevereiro| Edição do dia

No dia de hoje (20), Bolsonaro entregou ao Congresso o projeto da Reforma da Previdência. A reforma, tão requisitada pelos mercados, é um ataque brutal aos trabalhadores e trabalhadoras. E um dos setores que serão mais duramente atacados pela reforma serão justamente os professores.

Na regra atual, para se conseguir a aposentadoria integral, o tempo de contribuição é de 25 anos para mulheres e 30 para homens. Para professores de escolas privadas não há idade mínima, sendo que para professores do setor público há uma idade mínima de 50 anos para mulheres e 55 para homens.

Na proposta entregue hoje, os professores de ambos os sexos, para obterem direito ao benefício mínimo teriam como idade mínima para se aposentar 60 anos, além de já terem contribuído por no mínimo 30 anos (tanto no setor público quanto privado). Porém, caso tenham contribuído apenas 30 anos, a aposentadoria seria de 80% do salário. Para poderem receber a aposentadoria integral, os professores tem de ter contribuído por pelo menos 40 anos!

Atacar a educação é uma prioridade desse governo, como já mostrado em outros projetos como o Escola Sem Partido e com inúmeras declarações do novo presidente. Por isso é necessário que desde já as grandes centrais sindicais, como a CUT e a CTB, convoquem a mais ampla mobilização para barrar esses ataques. Para isso, é necessário não só se apoiar no exemplo dos professores de São Paulo, que a nível municipal vêm se enfrentando com a reforma da previdência de Doria e Covas, mas também organizar uma forte campanha nacional em defesa de nosso direito de greve, organizando um fundo de greve nacional, para garantir que possam seguir lutando para enterrar o SAMPAPREV e que essa luta se torne o farol para uma grande mobilização por todo país que também possa vencer a reforma da previdência de Bolsonaro.

Professores e servidores de SP unificam luta contra o SAMPAPREV à luta contra Reforma da Previdência de Bolsonaro




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