Educação

Reforma da Previdência de São Paulo é aprovada debaixo de bomba e tiro de bala de borracha

quarta-feira 4 de março| Edição do dia

Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovaram hoje, com uso de bomba de gás lacrimogênio e bala de borracha, a nefasta Reforma da Previdência estadual. Apesar da manobra orquestrada pelos parlamentares de mudarem o horário da votação os servidores compareceram massivamente para protestarem em defesa da aposentadoria e do serviço público. No entanto, o governo do estado de São Paulo sabe que aprovaram essa reforma tirando, literalmente, sangue dos servidores.
Os professores da rede estadual desde a semana passada, quando voltaram do carnaval, vêm debatendo em cada Unidade Escolar a paralisação que ocorreu hoje, junto com servidores de outros serviços públicos. Os professores foram o setor que compôs massivamente o ato. Foram hoje para a assembleia decididos a barrar essa reforma que vai nos fazer trabalhar até morrer.

Os servidores públicos são e estão a serviço de atender a grande maioria da classe trabalhadora que utilizam esses serviços. Os professores são os formadores dos filhos e filhas da classe trabalhadora e entendem que a nova reorganização do trabalho vem para precarizar não somente o serviço público, mas todos os serviços. Hoje, damos aulas para alunos que trabalham no contra turno pedalando para fazer entrega através do Uber ou iFood. É esse o destino reservado por esse governo para a grande maioria da juventude e não contente em precarizar o serviço querem nos fazer trabalhar até morrer.

Aprovaram hoje na ALESP a Reforma da Previdência estadual, mas os servidores, em especial os professores, deram grande exemplo de luta e resistência, foram até o final dessa votação se enfrentando com o braço armado do estado, a polícia. Desde as 9h nos corredores da ALESP, os professores estavam na linha de frente se enfrentando com Tropa de Choque que jogava bombas e batia nos servidores com seus cassetetes. Toda violência que sofreram hoje esses guerreiros que há muito vem defendendo um serviço público de qualidade para a classe trabalhadora pode ser colocada na conta do Doria e de Cauê Macris, presidente da ALESP.

Por outro lado, o sindicato dos professores, APEOESP, vem desde o ano passado sem deixar que os professores se organizem desde a base, desde o final de 2019, vem convocando de paralisação em paralisação que só serviu para o desgaste da categoria. Nessas assembleias os professores não tem voz. Se houvesse o incentivo de organizar assembleias regionais para que os professores pudessem se auto-organizar, a luta poderia ter sido muito mais dinâmica e quem sabe ter triunfado. O sindicato tem responsabilidade em impulsionar a organização da luta da classe trabalhadora contra esses ataques e não desviar essa luta para servir de base para parlamentares. É evidente que ter deputados de esquerda que defenda nossas causas dentro do parlamento é importante, mas é insuficiente, nada substitui a força da classe trabalhadora nas ruas.

Doria, Bolsonaro e Rodrigo Maia estão unidos para acabar com nossos direitos e para derrotar esses parasitas precisamos de um plano de luta real que possa colocar em movimento toda a moral que os trabalhadores demostraram hoje se enfrentando com a polícia. Não vai ser de paralisação em paralisação, através da estratégia do desgaste que a APEOESP e todos os sindicatos vão vencer esse governo. Por isso, nós do Movimento Nossa Classe Educação defendemos comandos de mobilização em cada local de trabalho para que os trabalhadores possam se expressar e organizar uma grande plano de luta, só assim podemos ser vitoriosos e revogar todas as reformas feita por esses golpistas.




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