Mundo Operário

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

"Reforma da Previdência de Dória ataca principalmente os professores e trabalhadores mais pobres"

quarta-feira 4 de dezembro| Edição do dia

Marcello Pablito, trabalhador do bandejão da USP se pronunciou sobre a Reforma: “A Reforma que Dória tem pressa em aprovar vai representar um ataque em certos aspectos mais profundo do que a já aprovada no Congresso Nacional, isso vai significar que muitos trabalhadores não cheguem com vida até a idade mínima, que passa a ser de 62 anos para as mulheres e 65 para os homens. ”

Pablito segue lembrando que: “Dória, quando era prefeito da cidade de São Paulo, anunciou uma reforma a nível municipal que mesmo tendo como resposta uma massiva greve dos servidores, foi aprovada pelo atual prefeito, Bruno Covas sob o sangue dos lutadores que paralisaram a categoria por 33 dias. O exemplo de luta dos professores deve inspirar agora os servidores estaduais a responderem nas ruas a este brutal ataque que para além de aumentar a idade mínima, deve aumentar o desconto de 11% para 14% no salário dos servidores, rebaixar a alíquota de 100% para 60%, significando um valor rebaixado para aposentadoria para compensar a diminuição de tempo de contribuição de 30 para 25 anos e rebaixar a porcentagem de pensão por morte de 100% para 50%, ficando abaixo da recomendação mínima de 75% da OAB.”

Pablito afirma ainda que a resposta para este ataque deve se inspirar no exemplo de todos os lutadores que se levantaram contra o SAMPAPREV, contra a Reforma da Previdência em 28 de abril de 2017 e 14 de junho deste ano. Mas ressalta que o limite para a mobilização dos trabalhadores, em todos esses casos, foi o entrave que representa as centrais sindicais como CUT e CTB, que por vezes traiu os trabalhadores em nome de negociar seus próprios interesses com o centrão e a direita, e até mesmo fazendo uma carta pedindo a aprovação da reforma como fizeram os governadores do PT e PCdoB do Nordeste.

“Para estarmos à altura da tarefa de nos enfrentarmos contra os ataques da extrema direita, precisamos nos inspirar nas heroicas lutas que explodem ao redor da América Latina, criando e fortalecendo organismos de auto-organização dos trabalhadores e da juventude e retomando para nossas mãos os sindicatos e entidades estudantis. Hoje as cascas vazias que representam a maioria das entidades, fruto da política traidora e conciliadora das burocracias sindicais e estudantis, tem o potencial de se transformarem em verdadeiras ferramentas de luta que podem fazer cair a extrema direita e cada um dos seus ataques”, conclui.




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