EDUCAÇÃO

Reforma administrativa de Doria é chantagem para acabar com a carreira dos professores

segunda-feira 9 de março| Edição do dia

Doria anunciou que quer avançar com a reforma administrativa, depois de ter empurrado a reforma da previdência com bombas de gás e balas de borracha contra os professores do Estado.

Segundo a imprensa apoiadora de Doria, o governador golpista pretende agilizar a reforma administrativa para mostrar que ele é muito mais a cara do golpe, competindo com Bolsonaro para ser o primeiro colocado nos ataques aos trabalhadores.

Foi na sexta-feira (6), enquanto as bombas de gás impediam o acesso à sessão da reforma da previdência na Alesp (um verdadeiro golpe), quando o secretário de Governo Rodrigo Garcia afirmou que a reforma administrativa de Doria deverá começar pela carreira dos professores.

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Segundo a Folha, a proposta seria através da adesão, para aqueles que já fazem parte do corpo do magistério, e seria obrigatória para todos os novos professores que venham a ser contratados. Ainda segundo este jornal, haveria uma proposta de aumento do piso salarial inicial para os professores com jornadas de 40h semanais, no valor de 35,4%.

A realidade é que Dória, e antes dele, os outros governos de PSDB, não deram aumentos salariais deixando a inflação corroer o salários do magistério, assim como do conjunto dos trabalhadores. Há estudos que demonstram que a inflação teria corroído e imposto uma defasagem ao salário de 30%.

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O novo plano de carreira, este que é oferecido com o "aumento", não tem nenhuma garantia, na realidade, de ser de fato uma carreira. Ao contrário, não está anunciado nenhum dos direitos conquistados pela categoria na carreira atual, como o quinquênio, ou a sexta parte e licença prêmio, dentre outras coisas.

Ainda segundo o secretário, as progressões de carreira seriam discutidas com os professores. Quer dizer, não há nenhum detalhe e nada garantido, e se tratando de governo Doria, sabemos que a única garantia que se pode contar é a falta de respeito com a educação, a repressão e os ataques contra os trabalhadores.

A realidade é que o governo anunciou que vai pagar o aumento como uma chantagem, querendo obrigar os professores à já aceitar de cara um novo plano de carreira sem nem mesmo saber do que se trata, por causa das condições em que se encontra o magistério hoje, super precarizado pelo Governo.

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