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CORONAVÍRUS

Rede do KFC, Pizza Hut e Frango Assado demite 2100 trabalhadores para proteger seus lucros

O primeiro anúncio de demissões de uma grande empresa em virtude da crise do coronavírus é da IMC, cujas principais marcas são Viena, KFC, Pizza Hut e Frango Assado, além de outras. Querem que os trabalhadores paguem pela crise.

quinta-feira 26 de março| Edição do dia

A empresa IMC foi a pioneira em demitir, cortando 30% do seu quadro de trabalhadores, como forma de se proteger da crise, reduzindo custos e preservando sua liquidez.

Além disso, a empresa cancelou uma série de investimento e diz que irá retomar as contratações e investimentos quando a situação estiver “normalizada”, o que mostra além da incerteza dos capitalistas frente aos desdobramentos dessa crise, não interessados nas condições de vida dos trabalhadores, mas somente nos seus lucros.

A impunidade com que grandes empresários demitem e colocam em risco a vida de trabalhadores escancara como, seja pela ação ou inação, em momentos “normais” ou de crise, os governos estão do lado dos patrões.

A MP da Morte de Bolsonaro, aplaudida por Dória, que deixaria trabalhadores para morrer de fome 4 meses sem salário (e foi parcialmente modificada) é um exemplo disso.

A condição de vida dos trabalhadores das empresas de restaurantes, como cozinheiros, atendentes, garçons, caixas e outros, é profundamente precarizada, com salários tão baixos que muitas vezes os fazem servir aquilo que nem sequer podem comprar, trabalhando com turnos dobrados e em horários que os furtam de suas famílias e de algum lazer.

Essa condição aprofundou-se com o trabalho intermitente implementado pela reforma trabalhista, possibilitada em larga medida pelo golpe institucional e que teve por trás um discurso uníssono por partes dos ideólogos da burguesia de que a reforma era necessária para enfrentar a crise econômica.

Não é de esperar que agora, durante a crise social, econômica e sanitária pelo qual atravessa o mundo, as empresas capitalistas ajam de forma de diferente, tampouco os governos burgueses: vão querer a todo custo jogar a crise nas costas dos trabalhadores.

Essa lógica absurda não pode prevalecer. A crise não deve ser descarregada nas costas dos trabalhadores. A manutenção do plano de saúde e outros acordos não substituem a preservação dos empregos nesse momento de crise.

Por isso, nós do Esquerda Diário, lutamos contra as demissões durante a crise. Para garantir isso é preciso que a classe trabalhadora dê uma saída para a crise do coronavírus, se organizando com um verdadeiro “plano de guerra” para salvar vidas e empregos.




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