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JOAO DORIA

Recordar é viver: Doria devolveu em 2016 terreno público que invadiu no interior de SP

João Doria, empresário e ex-prefeito da cidade de São Paulo, acusou os moradores do prédio que desabou ontem (1) na capital de criminosos. Mas, quem foi obrigado pela justiça à devolver terreno público ocupado no interior de SP?

quarta-feira 2 de maio| Edição do dia

Do alto de sua mansão em um dos bairros mais caros de São Paulo, João Doria, empresário, ex-prefeito e atual candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o prédio que pegou fogo e desabou ontem (1) era ocupado por uma "facção criminosa".
“O prédio foi invadido e parte desta invasão financiada e ocupada por uma facção criminosa”, disse Doria à Folha de São Paulo.

Depois de várias tentativas de desocupar o prédio que desabou, o tucano acusou os moradores da ocupação de criminosos. O prédio, que já havia sido vistoriado, estava em péssimas condições, e Doria não se preocupou com as famílias que viviam em péssimas condições naquele local.

Mas, parece que se Dória acha que as famílias que ocuparam aquele prédio são criminosas, pra além de ser um higienista e reacionário como bem demonstrou em sua gestão, também deve ter problemas de memória, pois não recorda que em 2016 foi ordenado pela justiça que devolvesse a área pública ocupada por ele na cidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo.

O terreno de 365 m² que Doria ocupava em Campos do Jordão valia cerca de R$ 2 milhões de reais, e foi anexada por ele como uma "propriedade de lazer". Herdeiro de latifundiários, dono de uma empresa e de um patrimônio de R$ 180 milhões, o ex-prefeito parece ter "esquecido" seu passado ao atacar as famílias que moravam no prédio que desabou.

Enquanto Doria vive uma vida confortável, ataca o povo pobre em situação de rua na cidade, e se apoia em tragédias para destilar suas ideias reacionárias e higienistas.




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