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INDÚSTRIA

Realidade de demissões na indústria desmente propaganda de retomada do crescimento

Analistas burgueses com certa frequência lançam artigos nas grandes mídias dando a entender que os capitalistas estão sendo bem sucedidos em conter essa crise que eles próprios geraram. Mas com índices cada vez mais altos de desemprego, vemos hoje as demissões e a precarização com a implementação da Reforma Trabalhista em cada vez mais locais de trabalho, como forma de fazer com que os trabalhadores paguem por essa crise.

Mariana Duarte

Estudante de Letras da USP

quarta-feira 20 de junho| Edição do dia

Analistas burgueses com certa frequência lançam artigos nas grandes mídias dando a entender que os capitalistas estão sendo bem sucedidos em conter essa crise que eles próprios geraram. Chegam a aumentar um ínfimo ou inventar um crescimento inexistente no setor industrial como forma de maquiar a profunda crise que vivemos no país.
Com índices cada vez mais altos de desemprego, vemos hoje a implementação da Reforma Trabalhista em cada vez mais locais de trabalho, como forma de fazer com que os trabalhadores paguem por essa crise.

Só no mês de junho já tivemos notícia de demissões em massa de diversas indústrias pelo país, além de adiantamento de férias para milhares de trabalhadores, que sabemos que no fundo significa demissões e não pagamento do salário. Há uma semana a empresa de refrigerante Dolly, decidiu fechar sua unidade em Tatuí, resultando na demissão de 700 funcionários, prejudicando a vida de centenas de famílias que agora devem sobreviver com uma renda menor ou inexistente. No Paraná, a construção civil prevê demissão em massa. Em Campinas foram registradas cerca de 250 demissões, utilizando de justificativas como o aumento dos juros nos EUA e a paralisação das “reformas estruturantes” como forma de legitimar que as demissões e diminuição de salários possam ser elementos de resolução da crise.

Todas essas medidas, que encontram respaldo nos ataques aplicados a nível nacional contra os trabalhadores tendo como principal a Reforma Trabalhista, assim como as notícias que embelezam ou diretamente inventam um suposto crescimento econômico, seja na indústria ou em geral, estão a serviço de maquiar que os capitalistas não estão conseguindo reverter as lacunas que eles próprios criaram e está a serviço de garantir que os grandes capitalistas sigam lucrando horrores as custas do desemprego e da miséria em massa da população. Enquanto os trabalhadores são destinados a jornadas de trabalho imensas com salários cada vez menores, os donos das grandes indústrias seguem ganhando e impondo condições cada vez mais precárias de trabalho. As grandes mídias usam de malabarismos econômicos para justificar a precarização da vida de milhões, enquanto a grande massa é destinada ao desemprego.




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