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Reacionário, Jair Bolsonaro apoia a paralisação de caminhoneiros

Muitos trabalhadores olham para Bolsonaro como um "revoltado", como está a maioria da população. Mas isso é pura aparência, demagogia. Ele é um radical defensor dos interesses dos patrões, defende os lucros às custas da população, como ficou expresso em seu apoio a que os empresários lucrem mais na crise dos combustíveis.

quinta-feira 24 de maio| Edição do dia

Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Em vídeo, Bolsonaro declara apoio aos protestos de caminhoneiros pela redução de tributos ao óleo diesel e o aumento de preço dos combustíveis, parece querer mostrar o apoio a uma pauta popular. Mas não é nada disso. Ele é um inimigo dos interesses dos trabalhadores. A única coisa em que ele é radical é na defesa dos patrões.

O deputado carioca mencionou que a paralisação pode atacar problemas das estradas, como preço dos pedágios, indústria da multa, valor de frete, e policiamento nas estradas, problemas associados às concessões das estradas à iniciativa privada. Mas alinhou-se totalmente a uma política que não está nem aí para que os trabalhadores pagam pelos combustíveis, não menciona a redução de todos combustiveis, nem a privatização da Petrobras, coisa que um suposto nacionalista como ele deveria defender (segundo as expectativas de parte de seus votantes). Está preocupado em aumentar os lucros do agronegócio setor que tem apoiado o reacionário candidato.

Um apoio que corresponde aos interesses patronais que se impõe sobre os caminhoneiros, de modo que Bolsonaro não menciona as abusivas condições de trabalho dos caminhoneiros, não fala de salário, nem fala que o bloqueio dos transportes seria pago pela população com mais impostos.

Por trás da retórica inflamada dele esconde-se o que é: um apoiador dos patrões. As omissões de seu vídeo falam alto do quê ele realmente defende:




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