Política

Reacionária Joice Hasselmann fará da censura e repressão suas prioridades e do PSL na Câmara

terça-feira 23 de outubro| Edição do dia

Vale a pena um rápido resumo sobre Joice Hasselmann, deputada eleita pelo PSL de Bolsonaro com a segunda maior votação, mais de 1 milhão de votos.

A jornalista da Jovem Pan, ex Veja e Record, é conhecida por ter sido uma das grandes defensoras do golpe institucional, por isso foi convidada por Janaina Paschoal para acompanhar o depoimento de Dilma Rousseff. Também é grande entusiasta da Operação Lava Jato, tendo inclusive lançado uma biografia sobre Sérgio Moro, onde o chama de herói da população brasileira.

Joice Hasselmann gosta de se definir como “madrinha da Lava Jato” e “Bolsonaro de saias”, além de já ter dito diversas vezes que Bolsonaro e ela “tem almas parecidas”, deixando claro que é convictamente parte dos setores mais golpistas do país e da extrema-direita, representada por Bolsonaro, que levantam as bandeiras mais conservadoras e reacionárias como herdeiros da ditadura militar.

Em entrevista ao portal Poder360, a provável líder na Câmara de um governo Bolsonaro, deixou clara suas prioridades, redução da maioridade penal, flexibilização do porte de armas e o projeto Escola Sem Partido.

Sobre o projeto Escola Sem Partido, que mesmo sem ter sido aprovado já é uma ameaça constante dentro das escolas do país com perseguições, humilhações e assédios contra os professores, Joice Hasselmann disse que é a “menina dos olhos” do PSL e bradou “Isso eu já avisei. Vai ser projeto meu”.

O projeto Escola Sem Partido, supostamente visa acabar a chamada doutrinação ideológica nas escolas, mas na prática se tornou uma verdadeira “caça às bruxas” contra os professores que debatem com seus alunos questões latentes da realidade como a política, gênero e sexualidade, assuntos que os deputados evangélicos, como a própria Joice Hasselmann, são contrários com afirmações e argumentos absurdos como o de que o debate de gênero e sexualidade promova a pedofilia dentro das escolas. Ainda que seus defensores digam que o projeto quer acabar com doutrinação dentro das escolas, a realidade é a defesa de uma escola cada vez mais imbricada com o ensino religioso. Além disso, Hasselmann e Bolsonaro defendem escolas militares, ou seja, com uma ideologia muito bem definida e determinada para a juventude.

Não é coincidência que Joice Hasselmann e o PSL coloquem a redução da maioridade penal e o Escola Sem Partido em pé de igualdade na hierarquia da Câmara já que Bolsonaro, como filho legitimo da ditadura militar, tem como alvo claros professores e estudantes, além de como um grande racista que já provou ser quer o extermínio da juventude negra e pobre, os tirando da escola e encarcerando.

Bolsonaro e Joice também são árduos defensores da eliminação da oposição, como Bolsonaro deixou claro no último final de semana e como ela gosta de registrar em suas redes sociais “pesticida contra a oposição: Bolsonaro neles”.

A segunda mais votada deputada federal por São Paulo também afirmou que defende mais que Bolsonaro as privatizações. “Sou mais firme que Bolsonaro. Sou a favor de privatizar tudo. Absolutamente tudo”. Também defende a necessidade da aprovação da Reforma da Previdência, já tão rechaçada pelos trabalhadores, como ficou marcado no último ano.

Joice Hasselmann é mais uma representante da extrema-direita que avança para atacar a qualidade de vida e os direitos dos trabalhadores, além de fomentar discursos racistas, homofóbicos e machistas, que nas últimas semanas fizeram vitimas fatais e escancaram a violência contra negros, como Mestre Moa, transexuais como Laisa, e contra os ativistas e militantes.

Contra o avanço dessa extrema-direita acompanhamos os trabalhadores que votarão em Haddad, mas sem que isso signifique que partilhamos da estratégia de conciliação de classes puramente eleitoral do PT, já que é somente nas ruas e organizados é que vamos conseguir combater de fato a escória da extrema-direita, os golpistas e as reformas. Para isso defendemos que sejam organizados milhares de comitês de luta e autodefesa pelo país, em cada local de estudo e trabalho.




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