Gênero e sexualidade

DAMARES INIMIGA DAS MULHERES

Reacionária Damares diz que meninas são abusadas porque não usam calcinha

Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, lança mais um declaração misógina e sugere instalação de fábrica de calcinhas para acabar com a exploração sexual na Ilha do Marajó.

sexta-feira 26 de julho| Edição do dia

A Ilha do Marajó, no Pará, foi escolhida pela ministra para ser laboratório de teste de um projeto chamado "Abrace o Marajó". A ideia desse projeto supostamente é combater a exploração sexual e violência contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos.

Mas, como já vimos antes a ministra de Bolsonaro dejetar em rede nacional, ela afirmou para Folha do Brasil que os abusos, em que meninas são mantidas em cárcere privado e dependem financeiramente de seus agressores, ocorrem porque elas não usam calcinha. A grande solução inútil, para Damares, seria então instalar uma fábrica de calcinhas na Ilha, para gerar mais emprego precário.

Damares e a corja da extrema-direita, com suas declarações repulsivas, chegam a essas conclusões absurdas porque fazem coro com o moralismo reacionário de culpar as próprias vítimas pelos casos bárbaros de machismo e cultivam a aversão à figura da mulher, assim como sua submissão ao marido.

As mulheres, que representam metade da classe trabalhadora brasileira, vieram se colocando, inclusive antes de Bolsonaro ser eleito, contra o caráter machista e misógino dessa extrema direita, assim como se levantaram contra a misoginia de Trump. Damares é inimiga das mulheres e, em tempos em que a crise capitalista recorre a governos de extrema direita, representa o caráter ideológico de um governo que quer destruir as mulheres e toda a classe trabalhadora.

Por isso, a luta contra o machismo e a extrema direita também faz parte da luta contra o capitalismo e o descarrego da crise capitalista nas costas das mulheres, jovens, trabalhadoras e trabalhadores. Ainda mais quando se utiliza de propostas absurdas, encobrindo a violência machista, para supostamente combater o desemprego que assola os brasileiros.

Assim, um plano de emergência de combate à violência machista que acolha as vítimas e as auxilie a ter independência física, financeira e psicológica do agressores e um programa que se enfrentem com a crise se fazem necessários para a emancipação das mulheres.

Veja mais: Por que defendemos um plano de emergência para combater a violência às mulheres?




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