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Ratinho Jr. aprova ataques à funcionários da educação e saúde pública no PR

Ratinho Jr. (PSD) amplia a política de Beto Richa (PSDB), ex governador do Paraná, em descarregar a crise econômica capitalista sobre os ombros dos servidores públicos. Pouco se importando com o período de pandemia em que todos precisam fortalecer a imunidade, Ratinho Jr. aumenta impostos e massacra ainda mais os aposentados do Paraná.

terça-feira 12 de maio| Edição do dia

Dois projetos foram aprovados em regime de urgência e votados de forma virtual pela Assembleia Legislativa do Paraná. Um deles aumenta a alíquota previdenciária de 11% para 14%, o outro extingue mais de 50 funções públicas sendo em sua maioria na Educação Básica, na Saúde e nas Universidades. Em meio a uma pandemia, extinguir funções públicas de saúde é política genocida.

O governador do Paraná, assim como muitos outros governadores, quer se mostrar oposição ao discurso negacionista de Bolsonaro. Ratinho Jr. quer se mostrar sensato dizendo que tem planos duros de quarentena no Paraná caso necessário. Mas enquanto discursa em favor da vida para não perder popularidade, ataca o funcionalismo público oportunamente nesse momento em que as pessoas estão impedidas pela pandemia de se mobilizarem.

Em verdade não há como confiar nesses governadores, é preciso estar atento muito mais ao que fazem do que ao que dizem. De concreto estão pouco se lixando com as vidas tal e qual Bolsonaro, ao lado dos empresários e da mais putrefata política genocida dos militares de 64. Pois, não testam massivamente a população para ter um controle racional da pandemia, como fizeram países como Alemanha e Coreia do Sul por exemplo. No máximo defendem uma quarentena medieval nas palavras, mas nas ações fazem de tudo para flexibilizar tanto quanto possível para manter os lucros dos patrões. Até serem obrigados a decretar lockdown com um sistema repressivo cheio de EPIs, infinitamente mais equipado do que o sistema de saúde.

A situação nacional se agrava cada vez mais e a realidade exige unidade dos trabalhadores, primeiramente para superar as direções sindicais. A maior parte dos sindicatos são dirigidos pela CUT (PT) e CTB (PCdoB) que fizeram um 1º de Maio de mãos dadas com Doria, Witzel, Eduardo Leite e tantos outros inimigos da classe trabalhadora. Em seguida, para que organizados possamos empreender uma luta para que em cada local de trabalho se possa converter a produção para o combate da pandemia e salvar milhares de vidas. E diante da crise política instalada no país se possa exigir uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que seja o povo que decida os rumos do país, e não essa camarilha de genocidas fãs da tortura e viúvas da ditadura militar.

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