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LAVA JATO NO RIO

Ratatouille: fase da Lava Jato no Rio prende aliado de Cabral que ganhou R$8 bilhões com corrupção

A Polícia Federal abriu nova fase da Lava Jato com a Operação Ratatouille, nessa quinta-feira. As investigações são sobre contratos de merenda escolar e alimentação de presídios e hospitais que indicam o pagamento de pelo menos R$ 12,5 milhões em propinas.

quinta-feira 1º de junho| Edição do dia

Segundo as declarações o Governo do Estado do Rio mantinha contratos que beneficiavam o empresário do ramo de alimentação que mantinha, Marco Antonio de Lucca.

Lucca é o principal investigado dessa nova fase, e é considerado o chefe de um cartel de alimentos. Nessa quinta, foi preso num apartamento de luxo na Viera Souto, em Ipanema. Foram emitidos mais 9 mandados de busca e apreensão na capital fluminense (Barra da Tijuca, Centro, Ipanema e Leblon) e nos municípios de Mangaratiba/RJ e Duque de Caxias/RJ. Ele já havia sido investigado na Operação Quinto do Ouro - que prendeu conselheiros do Tribunal de Contas do Rio. Ele será indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo as investigações o cartel comandado por Lucca pagou R$ 12,5 milhões em propina para conseguir R$ 8 bilhões em contratos de suas empresas com o Governo de Cabral, a partir de 2007 e durou até a entrada de Pezão. Na contabilidade do esquema de corrupção de Cabral, ele era identificado como "Loucco", só foi descoberto seu nome após o depoimento Luís Carlos Bezerra, braço direito de Cabral e operador do esquema de corrupção, ao juiz da 7ª Vara da Justiça Federal Criminal, no dia 4 de maio, no qual identificou ele e outros envolvidos.

Quem é Marco Antonio de Lucca, o empresário que lucra com favores de políticos?

Marco Antonio de Lucca é empresário e dono das empresas Comercial Milano e a Masan Serviços Especializados. É amigo do governador Sérgio Cabral e já teve seu nome e de suas empresas citados em escândalos de corrupção e de situação de trabalho precárias.

Em 2013 a empresa Comercial Milano forneceu 400 toneladas de leite em pó contaminado para creches e escolas de São Paulo. A empresa foi declarada inidônea (que não se pode confiar), mas mesmo assim continuou fornecendo alimentos para a prefeitura de São Paulo.

Em 2016 nas Olimpíadas a empresa Masan Serviços Especializados foi autuada no Ministério Público do Trabalho por não fornecer condições mínimas de trabalho para seus empregados. Os trabalhadores enfrentavam situações como má alimentação e falta de assentos para o momento de pausa, fornecimento de água, má manutenção da higiene dos sanitários, fornecimento de vale transporte entre outros.

Hoje o empresário foi preso pela Polícia Federal acusado de dar propina à Sérgio Cabral. O empresário que lucrou 8 Bilhões durante o governo do Cabral e do Pezão e abasteceu o governador com mais de 7 milhões de reais em espécie.




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