Política

PARCIALIDADE

Raquel Dodge recorre da decisão de Toffoli, mas preservando impunidade de Flávio Bolsonaro

quarta-feira 24 de julho| Edição do dia

Nesta terça-feira (23),Raquel Dodge, apresentou um recurso pela PRG, Procuradoria Geral da República, recorrendo da decisão de Dias Toffoli, ministro do STF, que arquivava todos os processos que detinham dados do COAF ( Conselho de Controle das Atividades Finaceiras) sem supervisão do Judiciário, restringindo descaradamente a medida apenas para o caso de Flavio Bolsonaro, preservando assim o principal intuito de Toffoli beneficiar o presidente e seu filho.

Dessa forma, Dodge preserva sua ligação com o clã Bolsonaro, no momento em que se aproxima a nomeação para a PGR, da qual a atual procuradora já manifestou o interesse de permanecer no cargo. Aprovada a reforma da previdência, o interesse unificador das diversas alas do regime, as decisões de Toffoli e Dodge consolidam a aliança do poder judiciário com poder executivo.

Num país onde milhares de pessoas negras e pobres não têm, sequer acesso a julgamento e ficam anos presas sem ao menos serem julgadas, a decisão de Toffoli claramente não tem o intuito de combater arbitrariedades cometidas pelo MP ao se valer sem permissão do Coaf para investigar diversos casos, pelo contrário, a decisão reforça a parcialidade do judiciário ao agraciar Flávio Bolsonaro com impunidade.

Veja aqui: Dias Toffoli e a concepção de que autoritarismo bom é aquele com autorização do judiciário

Mais uma disputa entre as forças do judiciário apresenta mais uma escandalosa arbitrariedade do judiciário e mostrando que não é nesse poder que os trabalhadores podem depositar suas crenças, os desdobramentos da lava-jato acabou deixando mais claro de que lado o judiciário está, e Raquel Dodge poupando Flávio Bolsonaro só mostra que necessitamos já da união da força da juventude e da classe trabalhadora para derrubar a reforma e as arbitrariedades do judiciário.




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