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JUDICIÁRIO ARBITRÁRIO

Raquel Dodge, nada "neutra", pede arquivamento de inquérito contra Serra no STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o arquivamento de um inquérito que investiga o senador José Serra (PSDB-SP).

quarta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

Curiosa essa decisão contra um político do golpismo no mesmo dia em que uma condenação bastante arbitrária contra Lula acontece. Sobre o aprofundamento de mecanismos bonapartistas no judiciário brasileiro, a juíza não declarou uma palavra.

A investigação, baseada na delação premiada de Joesley Batista e outros executivos da JBS, apura supostas irregularidades envolvendo a prestação de contas à Justiça Eleitoral durante a campanha do parlamentar à presidência da República em 2010.

Segundo a PGR, que foi autora do pedido de inquérito em julho de 2017, o delito em questão prevê a pena máxima de 5 anos de reclusão. Como Serra tem mais de 70 anos de idade, os prazos levam à prescrição do possível delito em seis anos, "ou seja, desde o requerimento de abertura do inquérito, o fato estava prescrito, portanto não há como prosseguir com a investigação", completa a procuradora-geral, que assinou a manifestação em 19 de janeiro.

A falsa "neutralidade" do judiciário, em especial da Operação Lava-Jato, como pragou o desembargador Leandro Paulsen no julgamento de Lula, cai por terra nessas situações, que demonstram que a essa instituição está longe de querer combater a corrupção. Suas prisões preventivas para obter declarações forjadas servem para trocar um esquema de corrupção com cara do PT por um ligado diretamente ao capital imperialista das empresas internacionais, assim como aumentar o bonapartismo dessa instituição sobre a política, decidindo inclusive quem o povo poderá eleger.




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