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Raquel Dodge dá parecer contrario ao pedido da defesa de Lula e questiona vazamentos do The Intercept

Nesta sexta-feira, 21, a Procuradora Geral da República, Raque Dodge, encaminhou ao STF seu parecer contrario ao pedido da defesa do ex presidente Lula, de anulação de sua condenação, lembrando a todos a sua face golpista, que foi parte do que desde 2016 veio atuando para aplicar e manter o golpe institucional no país. A defesa argumenta que Sergio Moro, o ex juiz que concedeu a sentença, não foi imparcial e usou métodos que comprometeram a lisura do processo.

sexta-feira 21 de junho| Edição do dia

Desde que o site The Intercept passou a vazar diálogos entre o responsável pela Lava Jato, Deltan Dallagnol, e o agora ministro Sergio Moro, escancarando publicamente o golpismo já sabido por muitos, a segunda turma do STF decidiu desarquivar um pedido da defesa de Lula para a anulação do processo. A decisão deve ser tomada pelos ministros na próxima terça-feira, 25 de junho, mas já circula informações de que a pauta pode ser adiada.

Em seu parecer Raquel Dodge, que já foi uma das grandes entusiastas da Lava Jato no STF, e apesar de ter incorporado a linha de tentar colocar limites nos anseios de poder da força tarefa para manter o STF como "dono da bola" do autoritarismo judiciário no Brasil, questionou publicamente os vazamentos feitos pelo jornalista Glenn Greenwald, dizendo que as mensagens não foram reconhecidos como legitimas e que podem ter sido obtidas de maneira ilegal, por isso, pediu abertura de inquérito policial sobre o caso.

Declarou também preocupação com os diálogos vazados, dizendo que " a Procuradora-Geral da República manifesta preocupação com a circunstância de que as supostas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil tenha sido obtidas de maneira criminosa, e que ferem a garantia constitucional à privacidade das comunicações, a caracterizar grave atentado às autoridades constituídas brasileiras", sem lembrar os métodos arbitrários que o judiciário veio aplicando nos últimos anos para concretizar o golpe institucional e tirar Lula das últimas eleições, com a sua condenação.

Com a segunda turma do STF dividida em relação ao pedido de anulação da condenação de Lula, com Fachin e Cármen Lúcia liderando a ala que não deve mudar seu entendimento anterior, o voto do ministro Celso de Mello, que em outros momentos já se alinhou ao setor que já vinha tentando impor limites a Lava Jato, deve decidir, mas sem significar uma relocalização por parte de todo o STF em seus anseios de impor um regime mais duro e com mais ataques aos trabalhadores.

Sergio Moro, sabatinado no Congresso, veio tentando transparecer normalidade diante dos vazamentos, já que o que foi revelado até agora pelo site The Intercpt não foi o suficiente para mostrar mais do que o que já era claro, a falta de imparcialidade da Lava Jato e do juiz, por isso o Esquerda Diário vem questionando o a divulgação a conta gotas feito pelo The Intercet e Glenn Greenwald (http://esquerdadiario.com.br/Por-que-The-Intercept-nao-divulga-tudo-o-que-tem).

Colocar as claras todo o papel cumprido pela Operação Lava Jato e ter acesso a todas as infirmações que foram obtidas pelo site são direitos da população, não se pode esperar a permisssão de um bilionário norte-americano, que já apoiou a Lava Jato em outros momentos. O enfraquecimento paulatino da Lava Jato não favorece o fortalecimento dos trabalhadores e da juventude para agirem perante a crise no cenário político, e serve de margem de manobra para que as instituições golpistas sigam tentando se relocalizar.




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